Conecte Conosco

Notícias Recentes

Jaques Wagner critica uso político da rejeição de Messias para atingir Lula

Publicado

em

Jaques Wagner, líder do governo no Senado, declarou que a recusa da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi empregada por alguns parlamentares como uma estratégia política para prejudicar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele comentou que sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou bastante abalada após a votação recente.

Em entrevista concedida ao jornal Bahia Notícias durante sua viagem à China, Wagner afirmou que a análise da indicação de Messias deixou de lado os critérios técnicos para se transformar em um confronto político contra o governo.

“Infelizmente, não se interessavam por avaliar se ele estava qualificado, mas sim em provocar um impacto negativo no presidente, utilizando o nome de Jorge Messias para isso.”

Messias, que ocupa o cargo de advogado-geral da União e é um dos principais auxiliares do presidente Lula, teve sua nomeação rejeitada pelo Senado após um período de forte desgaste político e articulações nos bastidores do Congresso. Esta derrota foi vista no Planalto como um sinal de força do Alcolumbre, intensificando a tensão entre o governo e a presidência do Senado.

Wagner disse esperar a aprovação da indicação e acusou alguns parlamentares de agir contra Messias de forma velada, sem assumir publicamente suas posições contrárias.

“Jamais imaginei que teríamos menos de 41 votos favoráveis. Muitos agiram sorrateiramente, sem que percebêssemos. Foi uma decepção aquela tarde.”

Ele destacou ainda que Messias foi vítima de um sentimento negativo político, defendendo suas qualidades como um indivíduo excepcional.

O episódio acontece em meio a esforços do governo para restabelecer diálogo com Alcolumbre. Recentemente, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, buscou uma aproximação com o presidente do Senado, afirmando que não é o momento para nomeações ao STF e que a situação precisa de tempo para se acalmar.

Wagner confirmou o desgaste na relação com Alcolumbre, atribuindo a crise à preferência deste último pelo nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo.

“Minha ligação com Alcolumbre ficou bastante fragilizada porque ele queria o Pacheco e esperava que eu interviesse junto ao presidente. Porém, eu não tenho controle sobre as decisões do presidente.”

Ele explicou que havia apoiar o nome escolhido por Lula e ressaltou que a escolha por Messias foi do presidente.

“As pessoas acreditam que mando nas decisões do presidente, mas ele optou por Jorge Messias e meu papel foi garantir sua aprovação.”

Wagner criticou o uso político da sabatina, indicando que o episódio pode gerar arrependimentos entre quem participou da rejeição.

Nos bastidores, aliados do presidente atribuíram a Alcolumbre um papel central na articulação contra Messias, afirmando que ele teria influenciado parlamentares de diversos partidos a votar contra o nome indicado.

Apesar de Alcolumbre negar envolvimento direto, a avaliação no Planalto é de que a reprovação dificilmente teria ocorrido sem sua aprovação tácita ou estímulo.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados