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Rússia e Ucrânia prosseguem com ataques e denunciam violação da trégua decretada por Moscou

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A Rússia e a Ucrânia relatam ataques mútuos nesta sexta-feira (8), indicando o fim da trégua unilateral de dois dias que Moscou estabeleceu para as celebrações do fim da Segunda Guerra Mundial.

Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia, afirmou que não houve cessação simbólica dos ataques por parte da Rússia durante o conflito no front. Ele também informou que a Força Aérea ucraniana derrubou 56 drones russos recentemente.

Na madrugada, a Rússia continuou ofensivas contra posições ucranianas, realizando mais de 140 ataques e 10 ações de assalto, principalmente na direção de Sloviansk. Em resposta, a Ucrânia mantém seu compromisso de reagir em igual medida, segundo Zelensky.

De acordo com o governo ucraniano, a Rússia realizou mais de 850 ataques com drones e várias ofensivas nas linhas de frente. Por sua vez, Moscou afirmou ter rebatido simetricamente os ataques da Ucrânia durante o cessar-fogo anunciado unilateralmente.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou ter abatido 264 drones ucranianos nas primeiras horas da trégua. A Ucrânia, entretanto, vê este cessar-fogo como uma manobra propagandística visando proteger o Desfile da Vitória em 9 de maio, um evento patriótico importante para o presidente russo Vladimir Putin.

Antes do início da trégua, Zelensky informou que aliados da Rússia não participariam do desfile. Ele também alertou contra visitantes russos e criticou qualquer apoio a Moscou neste momento delicado.

O prefeito de Moscou relatou a derrubada de cerca de 20 drones desde o início da trégua, e a Rússia pediu à população e diplomatas que deixem Kiev por receios de ataques de retaliação caso as cerimônias sejam interrompidas.

A trégua começou à meia-noite local, enquanto a Ucrânia propôs um cessar-fogo começando em 6 de maio. Zelensky criticou os russos por desejarem autorização para realizar seu desfile com segurança, enquanto continuam os combates.

O Dia da Vitória na Rússia é comemorado com um grande desfile militar na Praça Vermelha, um evento central para Putin, que utiliza a memória da Segunda Guerra Mundial para justificar a invasão iniciada em fevereiro de 2022.

Neste ano, o desfile não terá equipamentos militares pela primeira vez em quase 20 anos, refletindo as tensões atuais.

Durante a trégua, o Ministério da Defesa russo prometeu cessar os disparos e ataques de longo alcance, ameaçando retaliação caso a Ucrânia não faça o mesmo.

Kiev intensificou seus ataques utilizando drones, alcançando alvos dentro da Rússia. Poucos líderes estrangeiros participaram das cerimônias, incluindo autoridades da Bielorrússia, Malásia, Laos e líderes de repúblicas separatistas da Geórgia apoiadas pela Rússia.

As negociações mediadas pelos Estados Unidos para resolver o conflito mais grave da Europa em décadas progrediram pouco e foram ofuscadas pela guerra no Oriente Médio.

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