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Israel vai libertar ativista brasileiro Thiago Ávila neste sábado

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Israel planeja libertar dois ativistas neste sábado (9), entre eles o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, membros da última flotilha com destino a Gaza. Após a libertação, eles serão entregues às autoridades de imigração para serem expulsos do país, conforme informou a ONG Adalah, responsável por sua representação.

A agência de segurança interna israelense, Shabak, comunicou a equipe jurídica da Adalah que Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, ambos líderes da flotilha Global Sumud (GSF), serão liberados hoje, de acordo com declaração oficial da ONG.

Posteriormente, eles ficarão sob custódia das autoridades migratórias israelenses enquanto aguardam o processo de deportação.

Tanto Brasil quanto Espanha manifestaram forte reprovação com as detenções dos ativistas e solicitaram à ONU sua liberação.

A ONG Adalah continuará acompanhando a situação de perto para assegurar que a libertação aconteça e que a expulsão do território israelense ocorra nos próximos dias.

Na última terça-feira, um tribunal israelense prorrogou até domingo a detenção, para que a polícia tivesse mais tempo para interrogá-los, mas a defesa recorreu da decisão, que foi negada quarta-feira pelo tribunal.

As autoridades israelenses acusam Thiago Ávila e Saif Abu Keshek de terem ligações com o movimento palestino Hamas, o que ambos negam.

Adalah relatou que os ativistas foram mantidos em isolamento total durante a detenção, em condições consideradas punitivas, apesar da missão ser estritamente civil dentro da flotilha.

Durante o período, ambos realizaram greve de fome, sendo que o Saif Abu Keshek intensificou a greve ao recusar consumir água na noite do dia 5 de maio. As alegações de maus-tratos foram negadas pelas autoridades israelenses.

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos em 30 de abril pelo exército israelense próximo à costa de Creta, juntamente com cerca de 175 outros ativistas de diversas nacionalidades, que foram libertados na Grécia pouco depois.

A flotilha iniciou sua jornada da Espanha, França e Itália com aproximadamente 50 embarcações e o objetivo oficial de entregar ajuda humanitária a Gaza, onde, apesar do cessar-fogo delicado entre Israel e Hamas desde outubro, o acesso a esta ajuda ainda é muito limitado.

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