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PF muda coordenação da investigação do caso INSS e Mendonça solicita explicações

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A Polícia Federal realizou uma alteração na coordenação da apuração sobre o escândalo envolvendo o INSS, que inclui investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa mudança levou a uma reunião entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e a equipe da PF no dia 15 de abril, onde ele solicitou esclarecimentos sobre a alteração.

A Polícia Federal afirmou que as mudanças foram apenas procedimentos administrativos e não afetam o andamento das investigações. Não houve substituição de delegados, mantendo os mesmos investigadores e agentes responsáveis pelo exame das provas, apenas a coordenação foi alterada.

Anteriormente, a investigação estava sob a Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Fazendários, mas foi transferida para a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (CGRC). Agora, o inquérito está sob a responsabilidade da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq), que cuida de casos tramitando no STF. O chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, que coordenava o inquérito na antiga área, também integra a equipe no Cinq.

De acordo com informações anteriores, após mais de três meses da autorização do STF para a quebra de sigilo, a Polícia Federal continua investigando as contas bancárias de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, buscando evidências de pagamentos mensais supostamente feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.

Esta perícia está vinculada à investigação de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A apuração tenta verificar o depoimento de uma testemunha à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, que afirmou que o empresário teria feito repasses mensais de cerca de R$ 300 mil a Lulinha, dentro de uma relação mais ampla entre o lobista e o filho do presidente.

Fontes próximas à investigação apontam limitações quanto à análise financeira, destacando que eventuais transferências em dinheiro vivo ou por intermédio de contas de terceiros podem não ser detectadas.

Em janeiro, o ministro André Mendonça, responsável pelo caso no STF, autorizou a quebra do sigilo de Fábio Luís a pedido da Polícia Federal, mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O advogado de Fábio Luís, Guilherme Suguimori, acompanha o processo desde o relatório inicial da PF. Na época, a defesa solicitou acesso aos documentos, mas ainda não houve manifestação do ministro Mendonça.

— Prestamos os devidos esclarecimentos por meio de petição e estamos atentos ao andamento das investigações. Mantemos a tranquilidade e o aguardo — declarou o advogado.

Lulinha nega veementemente qualquer envolvimento em crimes ou participação nas fraudes vinculadas ao INSS.

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