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Sonda da Nasa usa gravidade de Marte para seguir a um asteroide cheio de metais valiosos
A sonda Psiquê, da Nasa, passará nesta sexta-feira (15) a 4,5 mil quilômetros de Marte, utilizando a força gravitacional do planeta para entrar na trajetória final rumo ao maior asteroide rico em metais do Sistema Solar — considerado o núcleo sobrevivente de um antigo protoplaneta.
Lançada em outubro de 2023, a missão da Psiquê tem como objetivo explorar o asteroide que leva o mesmo nome da missão. São 3,5 bilhões de quilômetros até o destino, onde a sonda deve chegar em cerca de três anos. O asteroide está localizado na borda externa de um cinturão entre Marte e Júpiter.
O sobrevoo em Marte e a captação de impulso gravitacional foram planejados para economizar combustível, no caso, gás xenônio propelente. Além disso, a equipe responsável pela missão usará a passagem por Marte para calibrar os instrumentos científicos da sonda, incluindo algumas câmeras especiais.
“Estamos no caminho correto para o sobrevoo”, afirmou Sarah Bairstow, líder da missão Psiquê no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Los Angeles, em comunicado à imprensa.
Com tamanho comparável ao de uma van pequena, a sonda deverá chegar ao asteroide Psiquê em agosto de 2029 e permanecerá em órbita ao redor dele por 26 meses. Durante esse período, realizará medições da gravidade, propriedades magnéticas e composição do asteroide.
Este é o primeiro asteroide desse tipo a ser estudado de perto por uma sonda. O Psiquê é formado principalmente de ferro, níquel, ouro e outros metais em quantidades suficientes para um valor hipotético estimado em US$ 10 quatrilhões.
No entanto, os pesquisadores esclarecem que a missão não visa a mineração desses metais. O foco está em aprofundar o conhecimento sobre a formação da Terra e outros planetas rochosos, especialmente sobre núcleos metálicos fundidos que são difíceis de estudar diretamente devido ao calor extremo, como ocorre no núcleo terrestre.
Descoberto em 1852 e nomeado em homenagem à deusa da alma na mitologia grega, o asteroide Psiquê é o maior entre os corpos conhecidos com núcleos metálicos e rochosos. A teoria principal é que Psiquê seja o núcleo remanescente de um planeta jovem que foi rapidamente destruído por colisões com outros corpos celestes no início da evolução do Sistema Solar.

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