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Eduardo é produtor-executivo do filme de Bolsonaro, diz Intercept

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Documentos obtidos pelo Intercept Brasil revelam que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) firmou contrato como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sua função incluía a captação de recursos para a produção. No entanto, Eduardo nega ter gerenciado os recursos do filme, explicando que o acordo foi firmado com uma “velha” e que não participou da administração do fundo.

Eduardo Bolsonaro afirmou que o acordo ocorreu antes de um grande investidor financiar o projeto. A divulgação sobre o financiamento causou turbulência na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principalmente após a revelação de áudios e mensagens que mostram cobranças de recursos do senador feitas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro expressou frustrações sobre pagamentos ainda pendentes para a produção e demonstrou proximidade com Vorcaro nas conversas. Este autorizou aportes de R$ 61 milhões em um fundo chamado Havengate Development Fund LP, com sede no Texas, EUA, gerido por um advogado vinculado a Eduardo.

A Polícia Federal investiga se o fundo foi utilizado para financiar Eduardo nos Estados Unidos, onde ele reside atualmente. O filho do ex-presidente negou veementemente qualquer movimentação de recursos desse fundo.

Eduardo detalhou que, quando o projeto estava em estágio inicial, chegou a investir U$ 50 mil do próprio bolso no longa, valor que teria sido reembolsado pela produtora GoUp, sem passar pelo fundo do Texas.

O contrato, assinado em 30 de janeiro de 2024, inclui também o deputado federal Mário Frias (PL-SP) como produtor-executivo e menciona a empresa GoUp, sediada nos EUA, como produtora. O documento atribui aos produtores-executivos a responsabilidade pelo planejamento estratégico, financiamento e busca de recursos para o filme.

Eduardo alega ter deixado a função de produtor-executivo com a estrutura do projeto alterada, e que a captação de recursos foi transferida para o fundo nos EUA, onde ele não teve mais acesso aos valores. Segundo ele, o contrato inicial tinha risco total para ele, e o compromisso garantia sua posição como diretor-executivo do filme.

Mensagens atribuídas a Eduardo e a Thiago Miranda, intermediário entre Vorcaro e a família Bolsonaro, indicam discussões sobre formas de enviar recursos aos EUA, evidenciando preocupação com possíveis atrasos e dificuldades nas remessas internacionais.

A revelação ampliou a pressão sobre Eduardo e Flávio Bolsonaro. Este último afirmou, em entrevista à CNN, que Eduardo não recebeu nenhum valor do fundo e não teve qualquer participação na gestão dos recursos, ressaltando que os pagamentos são executados pela produtora. Também destacou que Eduardo investiu dinheiro próprio no projeto e que sua atuação ajudou a aproximar profissionais de Hollywood, como o diretor Cyrus Nowrasteh.

Em resposta às acusações, Eduardo afirmou que não exerceu nenhum cargo de gestão ou emprego relacionado à estrutura financeira do filme e que apenas cedeu seus direitos de imagem, classificando a acusação de ter recebido dinheiro do fundo como falsa e infundada.

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