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Canadá e Alberta fecham acordo para imposto de carbono e avanços em oleoduto
A província canadense de Alberta, conhecida por sua rica produção de petróleo, firmou nesta sexta-feira (15) um acordo para implementar uma cobrança rigorosa sobre as emissões de carbono de seus produtores de energia. Esta é a primeira de várias condições que precisam ser atendidas antes que o primeiro-ministro Mark Carney apoie a construção de um novo oleoduto que conectará a região à costa do Pacífico.
O aumento do imposto sobre o carbono representa um passo importante na política da premiê de Alberta, Danielle Smith, que visa construir um oleoduto destinado a atender a crescente demanda por energia das economias asiáticas. Com o acordo firmado, as autoridades canadenses agora se concentrarão nas negociações com os produtores locais sobre um projeto de captura e armazenamento de carbono, outra condição essencial que Carney destacou como necessária antes do início das obras.
As ações conjuntas do Canadá e de Alberta pretendem suprir a demanda por fontes energéticas alternativas ao Oriente Médio, em meio às incertezas geopolíticas provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Além disso, Carney tem defendido a criação de novos corredores comerciais e o desenvolvimento de recursos para reforçar a resiliência econômica do país, diminuir a dependência comercial com os EUA e fomentar o crescimento econômico.
Alberta anunciou que aumentará o imposto sobre as emissões de carbono da indústria, elevando-o do atual patamar de 95 dólares canadenses por tonelada (aproximadamente US$ 70) para 140 dólares canadenses até 2040. As autoridades provinciais destacam que o aumento gradual do imposto evitará custos excessivos no setor energético, poupando até 250 bilhões de dólares canadenses em despesas de conformidade e oferecendo maior segurança para investidores quanto ao ambiente regulatório.
Alberta tem até o dia 1º de julho para apresentar uma proposta de oleoduto que receba o apoio do governo federal. Se o projeto for aprovado e todas as demais condições forem atendidas, Carney poderá declarar o projeto como sendo de interesse nacional, o que acelerará o processo de aprovação. A previsão é que as obras possam ser iniciadas já em setembro de 2027.

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