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Planalto convida Alcolumbre para evento com Lula, mas ele não irá
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participou do encontro de 100 dias do pacto dos três Poderes para combater a violência contra mulheres realizado nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. Embora tenha sido convidado pelo governo, Alcolumbre não esteve presente. A ausência acontece em um momento de tensão entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto representantes próximos de ambos tentam reaproximá-los.
Segundo a assessoria do senador, ele foi convidado, mas não pôde comparecer devido a um compromisso pessoal.
O evento contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do presidente do STF, Edson Fachin, parlamentares e ministros do governo. Na mesa principal, esteve o senador Humberto Costa (PT-PE). A cerimônia celebrou os 100 dias desde o lançamento do pacto pelos três Poderes, com o objetivo de apresentar um resumo das ações realizadas até agora.
Ao abrir a solenidade, a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, ressaltou a importância da união em defesa das mulheres, enfatizando que o combate ao feminicídio não deve ser politizado.
Durante seu discurso, Hugo Motta mencionou diretamente Davi Alcolumbre, chamando-o de “querido amigo” ao abordar as iniciativas do Congresso contra a violência feminina. Ele afirmou que essas pautas não são de governo ou oposição, mas sim da sociedade e que devem ser tratadas com compromisso e seriedade.
A ausência de Alcolumbre foi vista por aliados do PT como um indicador do distanciamento entre ele e Lula. O senador também não compareceu ao evento anterior no Planalto e, em uma recente cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha se sentado próximo a Lula, não houve diálogo entre ambos.
Antes visto como um elo de governabilidade para o governo no Congresso, Alcolumbre afastou-se após a rejeição da indicação de Jorge Messias, preferindo outro candidato, Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Tanto aliados do senador quanto membros do governo reconhecem que ainda não há clima para reaproximação, embora concordem na importância da manutenção de uma relação institucional saudável. A possibilidade de nova indicação de Messias por Lula tem gerado desconforto entre os apoiadores de Alcolumbre.

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