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Ministro israelense compartilha vídeo de ativistas algemados e de joelhos
Itamar Ben Gvir, ministro israelense da Segurança Nacional, conhecido por sua posição de extrema direita, divulgou nesta quarta-feira (20) um vídeo mostrando dezenas de ativistas da flotilha para Gaza detidos, ajoelhados, com as mãos amarradas e com o rosto voltado para o chão.
Durante a madrugada, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que os 430 membros da flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 embarcações e interceptada segunda-feira próximo à costa de Chipre, estavam sendo levados para Israel.
O vídeo, divulgado na conta de Ben Gvir no X, trazia a mensagem “Bem-vindos a Israel”. Nele, os ativistas aparecem no convés de uma embarcação militar, ao som do hino de Israel, e também já detidos em território israelense, onde o ministro exibe a bandeira do país.
Esta é a terceira tentativa em um ano de romper o bloqueio israelense a Gaza, região devastada pela guerra e enfrentando grave escassez de recursos desde o conflito iniciado em outubro de 2023, após um ataque sem precedentes do grupo islamista palestino Hamas contra Israel.
A publicação gerou críticas tanto em Israel quanto internacionalmente.
O chanceler israelense, Gideon Saar, repudiou o vídeo: “O senhor prejudicou conscientemente nosso país com essa demonstração vergonhosa, e não é a primeira vez”, escreveu no X, em resposta à postagem.
Ele completou: “Você jogou no lixo os esforços enormes, profissionais e bem-sucedidos de muitas pessoas […] Não, você não representa Israel”.
O Hamas, grupo que governa Gaza, qualificou as cenas como um exemplo da “depravação moral” de Israel.
Em comunicado, o movimento afirmou: “As cenas de tortura e humilhação organizadas pelo ministro sionista, criminoso e fascista Itamar Ben Gvir refletem a depravação moral e o sadismo presentes na mentalidade dos líderes da entidade inimiga”.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o chanceler Antonio Tajani manifestaram sua desaprovação ao tratamento dispensado aos ativistas em uma nota conjunta.
Disseram que é inaceitável submeter esses manifestantes, entre eles diversos cidadãos italianos, a um tratamento que viola a dignidade humana.

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