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Irã acusa EUA de tentar provocar nova guerra após alerta de Trump

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O principal diplomata do Irã declarou nesta quarta-feira (20) que os Estados Unidos estão tentando reacender um conflito no Oriente Médio, após o presidente Donald Trump ameaçar atacar a República Islâmica caso um acordo pacífico não seja firmado.

Mohammad Bagher Ghalibaf, que avisou sobre uma possível “resposta forte”, fez essas afirmações depois que a Guarda Revolucionária do Irã, braço militar ideológico do país, declarou que um eventual novo conflito se alastraria muito além da região do Oriente Médio.

“As ações do inimigo, visíveis ou escondidas, mostram que, apesar da pressão econômica e política, ele não desistiu de seus objetivos militares e está tentando iniciar uma nova guerra”, afirmou Ghalibaf, que também preside o parlamento iraniano, em mensagem de áudio replicada pela mídia local.

O conflito, que impactou a economia global, teve início em 28 de fevereiro com ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.

Desde 8 de abril, um frágil cessar-fogo interrompeu os combates, contudo, Estados Unidos e Irã continuam trocando ameaças.

O presidente Trump repetidamente ameaçou o país persa com novas ações militares, enquanto o governo iraniano respondeu com advertências próprias de retaliar de forma severa.

Apesar do tom agressivo, ambos os países mantêm negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão, visando pôr oficialmente fim ao conflito.

O vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na terça-feira que os diálogos avançam positivamente, mas garantiu que Washington está preparado para retomar ações militares caso não haja acordo.

Conflito além da região

A Guarda Revolucionária alertou que, caso haja nova agressão contra o Irã, o conflito proposto se expandirá além do Oriente Médio, e que seus ataques seriam devastadores.

Em comunicado no site Sepah News, a Guarda afirmou que, apesar de enfrentar dois exércitos poderosos, ainda não utilizou todo o seu potencial militar.

Simultaneamente, a agência oficial IRNA divulgou a visita do ministro do Interior do Paquistão a Teerã, a segunda em menos de uma semana.

Na terça-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos mantêm controle sobre a situação e que o Irã está ansioso para estabelecer a paz.

“Vocês sabem como é negociar com uma nação que está sendo derrotada. Eles vêm implorando por um acordo”, declarou o presidente na Casa Branca.

Pressões e riscos econômicos

Trump enfrenta pressão com o aumento dos preços da energia em ano de eleições de meio de mandato.

Embora o cessar-fogo tenha interrompido os combates, não permitiu a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, canal por onde passa um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito em tempos normais.

O futuro dessa rota é crucial nas negociações, e sem acordo há preocupações para a economia global, que vê suas reservas de petróleo reduzidas.

Além disso, cerca de um terço dos fertilizantes globais passam pelo estreito, e sua escassez tem elevado os preços dos alimentos e pode gerar falta de suprimentos.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura alertou sobre uma séria crise mundial nos preços dos alimentos e uma crise agroalimentar sistêmica causada pela interrupção do tráfego no estreito.

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