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Vacina contra ebola na África pode levar até 9 meses
Uma vacina que pode combater a variante do ebola presente na África pode demorar de seis a nove meses para estar pronta para uso na população. Essa informação foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante uma coletiva de imprensa em Genebra.
Segundo Vasee Moorthy, consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, o processo de escolha das vacinas candidatas está sendo acelerado devido aos surtos da doença na República Democrática do Congo (RDC) e Uganda, mas ainda levará alguns meses para ser concluído.
Existe uma vacina em desenvolvimento específica para a variante Bundibugyo, que é responsável pelos surtos detectados na África. No entanto, não há doses disponíveis para testes clínicos no momento. “Essa deve ser a vacina mais promissora contra a cepa Bundibugyo”, afirmou.
“A previsão é que isso leve de seis a nove meses”, destacou Moorthy.
Outra vacina está sendo desenvolvida e as doses para testes clínicos podem estar disponíveis em dois ou três meses. Contudo, há muita incerteza, pois dependerá dos resultados dos testes em animais para ser considerada uma vacina promissora.
Números do surto
A OMS registrou quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas em surtos na RDC e Uganda. Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias no norte da RDC, embora se reconheça que o surto é maior do que as estatísticas indicam.
Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que estiveram na RDC. Um dos pacientes faleceu, e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.
Contexto
No início do mês, autoridades da RDC emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade devido a uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, província de Ituri, com mortes até entre profissionais de saúde.
Após análise de amostras, foi confirmado o vírus Bundibugyo em oito de treze amostras coletadas no distrito de Rwampara. Em 15 de junho, o Ministério da Saúde da RDC declarou o 17º surto oficial de ebola no país.
Paralelamente, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou um surto da mesma variante, após identificar um caso importado. No dia seguinte, o diretor-geral da OMS declarou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo na RDC e Uganda é uma emergência de saúde pública internacional.

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