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UE pede que medidas dos EUA sobre IA não sejam discriminatórias

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A Comissão Europeia informou que está avaliando as implicações práticas de uma diretriz dos Estados Unidos que restringe o acesso de estrangeiros a modelos de inteligência artificial, afetando a empresa Anthropic, e ressaltou que essas ações não devem ser discriminatórias contra parceiros.

Na última sexta-feira, a Anthropic suspendeu o acesso a dois dos seus modelos de IA mais avançados para cumprir uma medida de segurança nacional dos EUA, poucos dias após o lançamento público do modelo Fable 5.

Em nota no site oficial, a empresa comunicou que recebeu uma orientação do governo norte-americano proibindo o acesso de cidadãos estrangeiros ao modelo recém-lançado e ao Mythos 5, alegando razões de segurança nacional.

Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia, declarou: “Estamos vendo uma nova geração de modelos de IA altamente potentes chegando ao mercado, que trazem benefícios importantes, inclusive para a ciberdefesa, mas também geram preocupações sérias sobre a segurança cibernética, que devem ser tratadas. As ações tomadas devem evitar discriminação contra parceiros.”

Além disso, Regnier ressaltou que este contexto reforça a necessidade da Europa fortalecer sua soberania tecnológica: “Estamos avaliando cuidadosamente os impactos disso para os usuários europeus desses serviços.”

No domingo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, comentou que a restrição dos EUA sobre modelos recentes de IA da Anthropic, bloqueando o acesso de usuários estrangeiros, destaca o perigo de uma dependência excessiva em poucas ferramentas poderosas de IA.

Carney afirmou durante visita à Irlanda: “Essa situação que enfrentamos agora com os modelos Mythos e Fable mostra os riscos de estar excessivamente dependente de determinados modelos.”

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