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Presos políticos enfrentam grave situação após terremotos na Venezuela
Cento e dezenas de presos políticos que permanecem na Venezuela passam por uma situação grave após os fortes terremotos que abalaram o norte do país há quase um mês, alertam diversas ONGs e ativistas dos direitos humanos.
Em 24 de junho, ocorreram dois tremores de magnitude 7,2 e 7,5, atingindo principalmente o estado de La Guaira, próximo à capital Caracas.
Segundo dados oficiais, ao menos 5.346 pessoas perderam a vida e 16.740 ficaram feridas.
Prédios inteiros ruíram, e equipes de resgate junto a voluntários ainda trabalham para recuperar corpos entre os escombros.
Andreína Baduel, ativista presente em coletiva, denunciou que não houve uma evacuação rápida e adequada dos presos políticos após os terremotos. Ela contou que as retiradas das prisões, como as das unidades militares de Ramo Verde e Rodeo I, foram feitas de forma tardia, deixando os detentos desprotegidos por cerca de 50 minutos após os tremores.
Andreína Baduel também relatou que atualmente 372 pessoas estão detidas por razões políticas no país, conforme a ONG Foro Penal, responsável por sua defesa. Para ela, esses presos já viviam em condições difíceis, que foram ainda mais agravadas pelas recentes tragédias.
Em Ramo Verde, uma das torres da prisão teve danos severos no quinto andar, e os detentos foram mantidos nas celas sob ameaça de transferência para outras unidades, conforme a ativista.
Oscar Murillo, coordenador da organização Provea, frisou que a crise intensificada pelos tremores não deve interromper a luta pela liberdade e democracia, chamando para que as ações sejam conduzidas corretamente.
Em um contexto político recente, Delcy Rodríguez assumiu o governo interino da Venezuela após a detenção de Nicolás Maduro em janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos. Sob pressão externa, em fevereiro foi aprovada uma lei de anistia para a liberação de muitos presos políticos, mas especialistas consideram essa medida insuficiente.

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