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Economia

Governo Lula critica decisão dos EUA e fala em reciprocidade

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O governo Lula expressou sua insatisfação com a decisão dos Estados Unidos (EUA) de aplicar um adicional tarifário de 12,5% sobre produtos brasileiros. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, logo após o anúncio pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Palácio do Planalto repudiou a medida e destacou novamente a defesa da Lei da Reciprocidade.

Segundo o texto, “sem base legal interna para apoiar essa política comercial protecionista, o USTR resolveu manipular uma questão sensível aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores globalmente para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”.

Essa tarifa extra foi aplicada também a mais 53 países e impacta quase todas as exportações para os EUA, com percentuais entre 10% e 12,5%.

O Brasil recebeu a maior taxa, conforme esperavam as autoridades, após uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Os EUA justificaram a sobretaxa alegando falhas na relação comercial e o combate à importação de produtos fabricados por trabalho forçado.

Na semana anterior, quando o USTR impôs uma taxa de 25% sobre os produtos nacionais, o governo brasileiro respondeu com uma nota firme, ressaltando a motivação política da medida. O Palácio do Planalto afirmou que a investigação foi influenciada pelo “enredo” da família Bolsonaro, que buscou usar sua proximidade com Donald Trump para interferir na disputa eleitoral, na qual o presidente Lula busca o quarto mandato.

A nota declara ainda que o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem respaldo nas normas multilaterais de comércio.

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