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Economia

Ibovespa sobe com alívio nas tensões geopolíticas e queda do petróleo

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O Ibovespa terminou o dia 27 de julho em alta, impulsionado pelo maior apetite por risco no mercado internacional, superando as perdas das ações relacionadas ao petróleo.

O contexto positivo foi favorecido pelo alívio nas tensões geopolíticas, com expectativas crescentes durante o fim de semana sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que também traz otimismo para a reunião do Federal Reserve, marcada para quarta-feira.

Pela manhã, o Ibovespa recuperou os 175 mil pontos, perdeu esse patamar no início da tarde, mas voltou a subí-lo na reta final, com a valorização das ações da Vale e o impulso do setor financeiro, mesmo com queda próxima a 3% nas ações da Petrobras.

Na última hora de negociações, o índice alcançou novas máximas, impulsionado pela melhora temporária das bolsas americanas. Esses mercados mostraram recuperação incerta perto do fechamento: Dow Jones subiu 0,51%, Nasdaq caiu 0,18%, e S&P 500 teve leve alta de 0,02%.

O cenário foi marcado pela pausa nos confrontos diretos entre Estados Unidos e Irã, após semanas de ataques, abrindo espaço para negociações de paz. O presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou que o Irã buscou contato via intermediários, e que as conversas estão indo bem.

O petróleo teve forte queda, e para a economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, o impacto negativo nas ações do setor petrolífero foi compensado pela melhora no ambiente internacional em relação ao Oriente Médio. Segundo ela, a redução das tensões faz o petróleo cair, o que ajuda a estabilizar a bolsa.

Entre as maiores valorizações do dia, destacaram-se ações ligadas ao ciclo econômico, como MRV ON (+4,71%), Totvs ON (+6,95%) e Hypera ON (+4,10%), que se beneficiam da queda dos juros futuros, que caiu mais de 10 pontos-base nesta segunda-feira.

Marianna Costa acrescenta que essa influência do petróleo sobre a curva de juros diminui um pouco a pressão para alta na próxima reunião do Fed, embora a expectativa majoritária continue sendo por um aumento em setembro ou depois.

O fechamento da curva também beneficiou o setor financeiro, com destaque para as units do Santander, que subiram 3,87%. O banco inicia a temporada de balanços do segundo trimestre, com divulgação prevista para quarta-feira, antes da abertura da bolsa. Itaú Unibanco PN também avançou 3,87%.

As maiores quedas no Ibovespa foram das petroleiras: Petrobras ON caiu 3,15%, Petrobras PN caiu 2,84%, PetroReconcavo ON recuou 3,31% e Prio ON caiu 5,29%. O petróleo Brent, referência para Petrobras, fechou em baixa de 6,33%, a US$ 85,87 o barril.

O analista de Inteligência de Mercado da Stonex, Bruno Cordeiro, observa que, apesar da redução das tensões geopolíticas, o governo iraniano afirmou não haver novas negociações de paz atualmente, apenas a suspensão dos ataques. Ele ressalta que o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz continua bastante restrito.

A Vale teve um pregão com alta volatilidade, mas conseguiu superar a queda do minério de ferro e a notícia da renúncia do vice-presidente do conselho, Marcelo Gasparino, para fechar em alta na segunda metade do pregão. A ação Vale ON subiu 0,60%. A expectativa pelo balanço da companhia, que será divulgado na quinta-feira após o fechamento do mercado, permanece alta.

O Ibovespa fechou a sessão com alta de 0,74%, aos 175.334,46 pontos. Durante o pregão, alcançou máxima de 175.555 pontos, alta de 0,87%, enquanto a mínima ficou estável em 174.048 pontos. O volume financeiro foi de R$ 19,2 bilhões. O índice acumula valorização de 1,92% em julho e 8,82% em 2026.

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