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zelensky descarta eleições pois podem dividir a ucrânia

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Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia, declarou que realizar eleições durante o conflito com a Rússia seria arriscado para a unidade do país. Ele acredita que, em meio à guerra, eleições poderiam causar divisões profundas na nação.

A Ucrânia suspendeu as eleições devido à lei marcial, um decreto amplamente apoiado pela população que prioriza a luta contra a invasão russa.

Desde sua eleição em 2019, Zelensky tem enfrentado pressões de líderes internacionais, incluindo Vladimir Putin e Donald Trump, para convocar eleições, mesmo com ataques diários russos em curso.

O tema voltou à tona após a proposta polêmica do ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, cuja saída gerou protestos em julho.

Zelensky afirmou que eleições agora provocariam grande instabilidade e ressaltou o risco de dividir a Ucrânia em tempos tão delicados.

Durante uma coletiva com jornalistas, ele criticou duramente Fedorov, afirmando que este estaria agindo erroneamente ao defender as eleições sem um plano claro de como realizá-las no cenário atual.

Há diversos desafios logísticos e políticos para a organização dos votos, incluindo a participação de soldados no front, refugiados e residentes em áreas ocupadas, além do risco de campanhas de desinformação da Rússia.

Pesquisas indicam que apenas 15% dos ucranianos apoiam eleições antes do fim do conflito.

A substituição de Fedorov causou manifestações exigindo seu retorno, evidenciando divisões internas no governo e nas Forças Armadas.

Zelensky reforçou que respeita o direito a protestos, mas condena atos de desrespeito contra os militares.

Fedorov planeja visitar os Estados Unidos em breve, o que pode intensificar especulações sobre sua possível candidatura rival a Zelensky.

Enquanto isso, a guerra segue endurecendo, com a Rússia ampliando ataques com mísseis balísticos e a Ucrânia contra-atacando infraestruturas russas estratégicas, como refinarias e centros logísticos.

Zelensky informou que a Ucrânia tem recebido sistematicamente mísseis Patriot dos EUA, essenciais para a defesa contra os avanços russos, mas ressaltou limitações no fornecimento devido aos conflitos americanos em outras regiões.

Ele destacou que a Rússia produz quase cem mísseis balísticos por mês, complicando a defesa ucraniana.

As fatalidades civis chegaram ao maior patamar desde o início da invasão, conforme dados da ONU.

Nesta segunda-feira (24), aliados europeus se reunirão em Kiev para discutir medidas para aumentar a pressão sobre a Rússia e buscar o fim da invasão iniciada em fevereiro de 2022.

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