Economia
Lula busca Trump para parceria inesperada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu a uma parceria inesperada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar solucionar a crescente tensão com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Segundo avaliação do Financial Times, a iniciativa do governo brasileiro é apostar na comunicação direta entre os dois líderes para reduzir os conflitos entre Brasília e Washington.
Essa ação acontece em meio a um momento delicado nas relações diplomáticas, marcado por críticas trocadas entre Lula e Rubio e pelas tarifas que os EUA aplicaram aos produtos brasileiros.
A ideia é aproveitar o relacionamento entre Lula e Trump para buscar um diálogo que possa minimizar a pressão dos Estados Unidos. A conversa entre os presidentes durou cerca de uma hora e 20 minutos na manhã de sexta-feira.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o telefonema foi feito em um clima amigável e respeitoso. Lula defendeu a retomada das negociações sobre as tarifas e classificou as razões apresentadas pelos EUA para as medidas como infundadas.
Após a ligação, Lula afirmou que Trump reconheceu que a decisão de impor tarifas ao Brasil foi equivocada. A ligação já havia sido prevista pelo presidente brasileiro no início do mês para seus aliados.
A aproximação entre Lula e Trump ocorre enquanto a relação com Rubio se deteriora. Recentemente, o secretário de Estado americano acusou o presidente brasileiro de priorizar seu próprio ego em detrimento dos interesses do povo. Por outro lado, Lula rebateu chamando Rubio de latino-americano frustrado.
O Financial Times destaca que há diferentes interpretações nos governos dos dois países sobre as tensões digitais. Uma fonte americana sugeriu que Lula estaria provocando um conflito com Rubio para explorar o sentimento antiamericano em sua campanha presidencial, enquanto uma fonte brasileira afirmou haver uma coordenação entre a direita brasileira e americana.
Mesmo com as críticas públicas, o Departamento de Estado dos EUA declarou que respeitará o resultado das eleições brasileiras e continuará cooperando com o governo eleito pelos cidadãos.


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