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Família de presos protesta contra liberações lentas na Venezuela
Familiares de presos políticos reuniram-se nesta segunda-feira (24), em Caracas, para expressar sua insatisfação com a demora nas liberações anunciadas pelo governo venezuelano há dez dias, durante as negociações com a oposição apoiadas pelos Estados Unidos.
Em 14 de março, o governo de Delcy Rodríguez, presidenta interina, declarou a libertação de 131 presos políticos como parte de uma anistia anunciada em fevereiro.
“Disseram que libertariam 131 pessoas, mas isso não aconteceu. Pedimos que seja divulgada a lista dos presos que serão liberados e exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos”, destacou Mayra Morales, em protesto no centro da cidade, que contou com a presença de dezenas de manifestantes.
As liberações ocorrem de forma muito lenta, segundo a participante. A ONG Foro Penal informou que até a semana passada, apenas 81 haviam sido liberados.
“O processo é demorado e pouco transparente, pois os números divulgados não correspondem à realidade”, afirmou María Vásquez, que aguarda a soltura de seu irmão. O governo interino comunica que desde a prisão do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, já foram libertados 1046 presos políticos.
Os manifestantes marcharam em direção ao Ministério do Interior, denunciando que o ministro Diosdado Cabello tem dificultado as libertações. No local, policiais formaram uma barreira, impedindo a passagem do grupo.
Os familiares entregaram um documento ao Ministério Público, no qual demandam a soltura de aproximadamente 300 presos políticos. Em 10 de março, a ONG Foro Penal informou que ainda restavam 391 detentos políticos a serem liberados.


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