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Idosa de 90 anos vota por consciência e pelo futuro dos netos

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A chegada das eleições traz ansiedade para várias gerações, inclusive para os idosos. Mesmo com o voto sendo facultativo para eles, muitos mantêm seu título eleitoral para exercer seu direito de cidadão.

No metrô de Brasília, duas idosas relembram o tempo em que a escolha dos governantes não era feita diretamente pelo povo. A aposentada Heloísa Corrêa, 79 anos, condena o período da ditadura.

“Eu faço questão de votar porque vivi muitas coisas neste país. Passei pela época em que não podíamos escolher quem governava”, afirma.

Ela explica que, apesar das dificuldades da democracia, seu voto é a forma de expressar sua voz. “Pode parecer pouco, mas é o que tenho. Enquanto eu puder ir até a seção, enfrentar fila e falar minha opinião, vou continuar”, enfatiza.

Pelo futuro

Heloísa Corrêa ressalta que não vota só por ela mesma, mas pensando nos netos e no futuro deles. “Quero poder dizer que fiz minha parte”, comenta.

Perto dela está a aposentada Hildeth Bastos, que tem 90 anos. “Na minha idade, eu poderia ficar em casa tranquila no dia da eleição, mas faço isso por consciência”, declarou.

Para Hildeth, votar é um hábito e um compromisso. “É como dizer: ‘ainda estou aqui, ainda tenho opinião’”, conta. As expectativas para a eleição de 2026 no Brasil incluem manutenção dos direitos previdenciários, melhorias na saúde e políticas públicas focadas nos idosos.

Crescimento da população idosa

De acordo com o Instituto de Pesquisa do Distrito Federal, até 2032 os idosos devem superar em número os jovens, tornando suas demandas essenciais nas decisões eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem feito campanhas para incentivar a participação dos eleitores com mais de 70 anos, ressaltando a importância da experiência deles para a cidadania. As mudanças nas regras da aposentadoria previstas para 2026, como novas exigências e idade mínima, preocupam esse grupo e são temas fundamentais nos debates eleitorais.

Além disso, a sustentabilidade do INSS, diante do aumento da expectativa de vida, é uma questão constante para essa faixa etária. O Censo de 2022 mostrou um aumento de 57,4% no número de pessoas com 65 anos ou mais em 12 anos, demonstrando um grupo cada vez mais influente e necessário na democracia, nas seguridades sociais e nas pautas de saúde e segurança para a população.

Pesquisas também focam em preparar a sociedade para a participação ativa dos idosos por meio da Rede de Pesquisa em Gerontologia.

Acessibilidade

A Justiça Eleitoral oferece recursos para facilitar o acesso e o voto, como Seções Especiais que garantem acessibilidade para idosos ou pessoas com mobilidade reduzida, que podem solicitar transferência para locais com elevadores e rampas via Autoatendimento do Eleitor. Pessoas com 60 anos ou mais têm prioridade na fila de votação, e eleitores com mais de 80 anos têm preferência sobre os demais idosos.

O TSE mantém uma página exclusiva com informações sobre acessibilidade para orientar esse público.

Fonte: Com informações Jornal de Brasília

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