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EUA retiram Síria da lista de países que apoiam terrorismo
Os Estados Unidos anunciaram na última segunda-feira (24) a retirada da Síria da sua lista de países reconhecidos como patrocinadores do terrorismo, uma classificação que até então dificultava investimentos no país. A decisão ocorre menos de dois anos após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
“Essa ação visa incentivar novos investimentos na Síria, promovendo estabilidade política e econômica”, declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em um comunicado oficial.
O Departamento do Tesouro informou que essa medida está alinhada com o compromisso do presidente Donald Trump de aliviar as sanções contra a Síria.
Além disso, o Departamento de Estado revogou a designação da Frente al-Nusra, também chamada Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), como organização terrorista global. A HTS, que anteriormente era o braço da Al Qaeda na Síria, rompeu seus vínculos com o grupo jihadista em 2016 e tentou melhorar sua imagem internacional.
Safwat Raslan, governador do Banco Central da Síria, classificou no Twitter como “histórica” a decisão de Washington, ressaltando que isso “reintegra o país ao sistema econômico global”. Ele ainda destacou que o banco está empenhado em construir um sistema financeiro moderno e confiável.
Os Estados Unidos haviam manifestado em julho sua intenção de remover a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, vendo essa ação como um sinal de confiança no líder Ahmed al-Sharaa, ex-jihadista que tenta actuar como uma figura conciliadora desde a queda da família Assad, que governou com rigidez por cerca de 50 anos.
Desde 2025, várias nações ocidentais, como Canadá e Reino Unido, começaram a suspender gradualmente as sanções impostas contra a Síria, enquanto a União Europeia suspendeu suas restrições em maio do mesmo ano.


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