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Partido do Centro não consegue formar governo na Suécia
Elisabeth Thand Ringqvist, líder do Partido do Centro na Suécia, comunicou nesta segunda-feira (26) que não foi possível concretizar a formação de um governo com os grupos de esquerda e de direita, deixando o futuro político do país indefinido após as eleições de setembro.
“Minha avaliação é que atualmente há uma maioria que apoia políticas centradas no centro, mas não há suporte suficiente para formar um governo centrista”, afirmou Thand Ringqvist em entrevista coletiva.
O próximo passo agora depende da decisão do presidente do Parlamento, Andreas Norlén, conforme explanado pela líder centrista.
Desde as eleições legislativas realizadas em 13 de setembro, a Suécia enfrenta um cenário político repleto de incertezas e mudanças inesperadas.
O grupo opositor de esquerda conquistou uma margem de três cadeiras a mais que o grupo de direita liderado pelo atual primeiro-ministro em fim de mandato, Ulf Kristersson.
A líder dos sociais-democratas, Magdalena Andersson, em duas tentativas, não conseguiu montar um governo de esquerda, o que levou o presidente do Parlamento a designar Thand Ringqvist recentemente para explorar uma alternativa centrista.
Ela propôs a criação de um governo de centro incluindo partidos tradicionais, porém excluindo tanto a esquerda radical quanto o partido anti-imigração Democratas da Suécia.
Essa configuração tornou extremamente difícil a obtenção de uma maioria parlamentar sólida, seja no grupo de direita ou no de esquerda.
O presidente do Parlamento dispõe de quatro chances para apresentar um candidato ao cargo de primeiro-ministro e submetê-lo à votação dos deputados.
Se o candidato falhar na quarta tentativa, haverá a necessidade de convocar eleições antecipadas, uma possibilidade que não goza de popularidade entre os suecos.


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