Brasil
Advogado que sofreu infarto retorna ao tribunal no caso Henry Borel
Fabiano Tadeu Lopes, o advogado principal na defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, está determinado a retornar ao 2º Tribunal do Júri para continuar o julgamento dos envolvidos na morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Isso mesmo após ele sofrer um infarto há apenas quatro dias.
A defesa de Jairinho havia apresentado a questão de saúde de Lopes como motivo para um novo adiamento no julgamento. Conforme confirmado recentemente pelo advogado Rodrigo Faucz, que também integra a equipe de defesa do réu, Fabiano Lopes assinou um termo de responsabilidade, assumindo sua condição, e planeja voltar ao tribunal na quinta-feira, sob acompanhamento médico.
Antes, no início da semana, a juíza responsável pelo caso, Elizabeth Machado Louro, foi informada de que o advogado apresentava 30% da capacidade cardiorrespiratória.
O Caso
Jairo Souza Santos Júnior e sua ex-companheira, Monique Medeiros, são acusados pela morte do garoto Henry Borel, de quatro anos. Investigações conduzidas pela Polícia Civil e o Ministério Público apontam que Jairinho teria cometido agressões contra Henry, enquanto Monique é responsabilizada por negligenciar a proteção da criança.
Neste momento, o julgamento está em seu terceiro dia. A retomada das sessões no tribunal ocorreu após um adiamento em março, provocado pela retirada dos advogados da defesa devido à falta de acesso a documentos essenciais do processo.
Em uma manobra legal recente, Dr. Jairinho solicitou nova data para o julgamento alegando a hospitalização do advogado principal da defesa, sua escolha mais preparada para representá-lo, o que gerou polêmica e reação da juíza que considerou a atitude como protelatória.
Depoimentos e Progresso do Julgamento
Os depoimentos mais recentes incluíram os delegados Edson Henrique Damasceno, que presidiu a investigação inicial, e Ana Carolina Medeiros. O delegado apontou que a versão apresentada pelos réus, segundo a qual a morte seria causada pela queda da criança da cama, não passa de uma farsa, destacando evidências que mostrariam conhecimento das agressões por parte da mãe.
A equipe de defesa de Jairinho e Monique Medeiros está atualmente formada por advogados separados para cada um dos réus, e um total de 27 testemunhas deve ser ouvido durante o julgamento, que se espera que dure cerca de cinco dias.
Dr. Jairinho responde por diversos crimes, incluindo homicídio qualificado, tortura contra criança, fraude processual e coação no curso do processo. Já Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado, além de outros crimes relacionados.

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