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Aliados da Otan buscam entender os movimentos confusos das tropas americanas

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Os países europeus que integram a Otan esperam esclarecimentos nesta sexta-feira (22) do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre os recentes deslocamentos das forças militares comandadas por Washington. O objetivo é também amenizar a tensão gerada pelo presidente Donald Trump antes da cúpula marcada para julho.

Os ministros das Relações Exteriores da Otan se reúnem na cidade sueca de Helsingborg, dando continuidade aos encontros iniciados no começo do mês, quando Washington anunciou de maneira inesperada a retirada de 5.000 soldados da Alemanha após debates entre Trump e o líder alemão Friedrich Merz.

Na quinta-feira, uma surpresa veio quando Trump declarou o envio de 5.000 soldados adicionais para a Polônia, sinalizando uma mudança nos planos.

A medida foi bem aceita pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e pelo chanceler polonês, mas criou preocupação sobre a falta de comunicação entre os Estados Unidos e seus parceiros.

“Essa situação realmente causa confusão e nem sempre é fácil de compreender”, afirmou a ministra sueca das Relações Exteriores, Maria Malmer Stenergard.

Alguns aliados da aliança já esperavam a retirada das tropas americanas da Europa, reconhecendo que Washington concentra sua atenção em outras ameaças, como no Oriente Médio, China e Pacífico, enquanto os países europeus reforçam seus próprios recursos militares.

“O essencial é que tudo ocorra de forma organizada para que a Europa consiga se fortalecer à medida que a presença americana diminui”, declarou o ministro norueguês das Relações Exteriores, Espen Barth Eide.

A reunião ocorre após o presidente dos EUA criticar a Europa por não apoiar suas ações contra o Irã.

Diplomatas apontam que o encontro na Suécia pretende superar as divergências antes da cúpula da aliança, prevista para julho, em Ancara, na Turquia, que deverá tratar do aumento dos investimentos europeus em Defesa.

Marco Rubio destacou: “As opiniões do presidente mostram frustração com alguns aliados da Otan e suas respostas às operações no Oriente Médio. Isso precisa ser discutido, mas não será resolvido hoje”.

Ele também acrescentou que a cúpula em Ancara “será uma das mais significativas reuniões de líderes da história da Otan”.

Para amenizar as tensões, alguns aliados reposicionaram navios perto do Golfo Pérsico para apoiar o tráfego no Estreito de Ormuz, região vital para o transporte de combustíveis, atualmente bloqueada pelo Irã.

Mark Rutte ressaltou que “a mensagem dos europeus foi recebida”.

Já o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que não acredita na possibilidade da Otan enviar uma missão independente para aquela área.

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