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Amigos e Familiares Dão Último Adeus a Cláudia

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Com tristeza profunda, amigos e familiares de Cláudia da Silva Nascimento, de 50 anos, se reuniram para sua despedida no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, nesta segunda-feira. Cláudia foi vítima de feminicídio, morta a tiros pelo companheiro Josimar Vieira da Costa, policial militar reformado. O crime aconteceu no último sábado, em São Sebastião, na Chácara 23 do condomínio Mansões Parque Brasília.

Ao som da música ‘‘Tá Escrito’’, do Grupo Revelação, cerca de cem pessoas acompanharam o cortejo desde a capela até o local do sepultamento, expressando com as palavras da canção o sentimento coletivo naquele momento de despedida.

Memórias e Reflexões

Vanessa Silva, prima de Cláudia, comentou que, apesar dos casos de violência serem frequentes na mídia, a realidade só se torna clara quando atinge alguém próximo. Ela desabafou sobre a perda trágica e a transformação da prima em mera estatística, ressaltando que Cláudia era muito mais que isso.

Vanessa destacou que o que fica agora são as boas lembranças e a saudade. Ela refletiu sobre a dificuldade em compreender por que certas pessoas permanecem em relacionamentos abusivos, e lamentou a tragédia causada pela posse da arma por Josimar, que tinha histórico de violência e problemas psiquiátricos.

Relação Abusiva

Stephanie Roberta Ferreira Pessoa, advogada e sobrinha de Cláudia, descreveu o relacionamento da tia com Josimar como muito tenso, marcado por possessividade e ciúmes excessivos. A família tentou diversas vezes ajudar, mas o ciclo de violência abusiva persistia, com momentos de aparente melhora seguidos de agressões.

Stephanie enfatizou que Cláudia era uma pessoa cheia de luz, muito solidária e amiga, quase uma mãe para ela. Ela aconselhou mulheres que enfrentam abusos a lutarem por suas vidas e por sua liberdade, mesmo que o começo seja difícil.

Apelo e Lembranças

Stephanie também pediu atenção das autoridades para a saúde mental dos profissionais da Polícia Militar, destacando que Josimar apresentava sinais claros de instabilidade e não deveria ter acesso a armas.

Robson Silva dos Santos, primo da vítima, lembrou o quanto Cláudia era alegre e bem relacionada, e lamentou a perda causada pela covardia de Josimar. Ele indicou que a vítima tentou terminar a relação várias vezes, sem sucesso.

Durante a cerimônia, os presentes recordaram a infância e juventude de Cláudia no P Sul, Taguatinga. Ela residia em São Sebastião nos últimos anos, onde vivia com Josimar. Cláudia deixa uma filha de 20 anos, que estava afastada da mãe devido ao relacionamento complicado do casal.

Uma pessoa presente afirmou que Josimar tinha dois filhos de um casamento anterior e que a violência era uma constante também com a ex-mulher.

O Caso

Cláudia e Josimar foram encontrados mortos no sábado passado no condomínio onde moravam. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Cláudia foi assassinada com três disparos de arma de fogo, e Josimar tirou a própria vida em seguida. O caso está sob investigação da 30ª Delegacia de Polícia.

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