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Astronauta francesa viu um planeta sem fronteiras

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Nos oito meses em que ficou no – , a astronauta francesa Sophie Adenot experimentou uma ampla variedade de emoções humanas, desde as mais felizes até as mais difíceis, disse ela emocionada ao retornar ao centro de treinamento na Alemanha neste sábado (10).

Sophie amerissou na quinta-feira (8) no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, a bordo da cápsula Dragon que transportava a Crew-12, depois de concluir sua missão na Estação Espacial Internacional (ISS).

Ela passou 235 dias no – , estabelecendo o recorde de maior permanência ininterrupta em órbita feita por um astronauta europeu.

Apenas 400 km acima da Terra, Sophie Adenot percebeu a fragilidade do planeta, que pôde observar como um lugar único, onde “não existem divisões nem fronteiras, apenas um planeta valioso que todos compartilhamos”.

Astronauta francesa, de 44 anos, demonstrava estar debilitada ao chegar ao centro de treinamento da Agência Espacial Europeia (ESA) em Colônia, Alemanha, e precisou de assistência médica.

No -, o corpo sofre adaptações devido à ausência de gravidade, causando perda óssea, atrofia muscular, descondicionamento cardiovascular e até dificuldades visuais.

Agora, a astronauta iniciará um programa intensivo de recuperação de quase três semanas para retornar à sua condição física anterior ao voo.

Durante a missão, Sophie tornou-se a primeira astronauta francesa a realizar uma caminhada espacial fora da estação, realizando três atividades extraveiculares em 18 e 25 de agosto e 1º de setembro.

“É uma mistura de emoções incríveis, é impressionante. É maravilhoso estar de volta à Terra, mas também traz seus desafios, especialmente físicos”, declarou em entrevista coletiva.

Ela descreveu também o momento difícil da amerissagem na quinta-feira, quando a cápsula que levava os quatro astronautas enfrentou fortes ondas por 25 minutos.

“Quando a equipe de resgate me retirou da cápsula, a primeira coisa que pedi foi: ‘Por favor, levem-me de volta ao – !’ Lá em cima era muito mais fácil”, contou emocionada.

Ao longo da entrevista, Sophie não conteve as lágrimas ao relatar suas intensas emoções.

Ela qualificou a longa estadia em órbita como uma experiência profundamente transformadora, que definirá sua vida para sempre.

A astronauta Adenot também falou sobre a angústia que sentiu ao ver os incêndios do último verão no hemisfério norte, especialmente na região de Arcachon, no sudoeste da França, onde vive há alguns anos.

Atualmente, a prioridade de Sophie Adenot é enfrentar o processo longo de recuperação. Ela comparou sua sensação atual a reaprender a viver, como se fosse um bebê dando os primeiros passos.

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