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Ataques dificultam trabalho da Cruz Vermelha contra ebola na RD Congo
A Cruz Vermelha declarou como inaceitáveis os ataques ocorridos recentemente na República Democrática do Congo (RDC), onde seis trabalhadores envolvidos na contenção do grave surto de ebola foram feridos.
Segundo o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, em conjunto com as sociedades da Cruz Vermelha da RDC e de Uganda, essas agressões colocam em risco a missão humanitária.
Em 17 de agosto, um comboio da Cruz Vermelha de Uganda sofreu um ataque na província de Ituri, principal área afetada pelo surto. Uma pessoa ficou gravemente ferida, e duas ambulâncias foram danificadas.
No dia seguinte, dois voluntários foram feridos enquanto realizavam um enterro na província de Alto Uele. Eles precisaram ser levados para receber tratamento médico, e durante o traslado, dois veículos foram danificados.
Em 19 de agosto, em Beni, na província de Kivu do Norte, três voluntários foram feridos em uma agressão, e equipamentos essenciais para o combate ao ebola foram destruídos.
Esses ataques prejudicam diretamente o controle da epidemia, evidenciando os perigos enfrentados pelos profissionais humanitários no terreno.
O respeito ao pessoal humanitário é fundamental para que as comunidades afetadas por epidemias e crises recebam o apoio e serviços necessários com urgência.
Desde o início do surto de ebola, em 15 de maio, 12 voluntários ficaram feridos, diversas ambulâncias foram danificadas e equipamentos críticos foram destruídos em 11 incidentes violentos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a República Democrática do Congo registra 2.557 mortes confirmadas e um total de 5.375 casos da doença.


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