Brasil
Bispos católicos alertam contra Flávio e apoiam Lula sem citar nomes
Em uma carta aberta dirigida aos fiéis católicos do Brasil, um grupo de bispos expressa suas preocupações sobre o segundo turno das eleições presidenciais marcado para o próximo dia 25 de outubro. A carta, assinada por 65 bispos de diferentes regiões do país, faz críticas indiretas ao candidato Flávio Bolsonaro (Flávio Bolsonaro), repudiando certas atitudes e propostas que, segundo os religiosos, conflitam com os valores democráticos e os ensinamentos da Igreja Católica.
Os bispos também manifestam apoio ao atual governo, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando sua responsabilidade social e respeito às instituições democráticas, embora sem mencioná-lo diretamente. Eles defendem que a escolha do voto deve estar alinhada com a proteção da democracia, dos direitos dos mais pobres e dos princípios sociais promovidos pela Igreja.
O documento inicia-se com uma citação da encíclica do Papa Leão XIII, que enfatiza a importância de tomar posição em momentos de conflito moral e social. Os bispos argumentam que o momento político no Brasil exige um posicionamento claro em defesa dos valores do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja (DSI).
Os bispos encorajam os eleitores a refletirem profundamente e exercitarem seu voto conscientemente, alertando para a gravidade da situação, onde lutam contra candidaturas que ameaçam pilares essenciais da democracia, a soberania nacional e o bem comum.
Críticas às propostas e posturas do candidato Flávio Bolsonaro
- Abordagem aos pobres e trabalhadores: O texto critica severamente concepções que sugerem que a pobreza deve ser combatida apenas com trabalho, rejeitando programas sociais e subestimando a dignidade dos trabalhadores. Destaca-se o posicionamento contrário do candidato a direitos trabalhistas importantes e políticas de combate à desigualdade.
- Indefensáveis atitudes relacionadas à tortura e armamento: Uma reprovação é feita ao apoio público à tortura e homenagens a torturadores da ditadura, bem como à liberalização do armamento, apontada como uma ameaça à paz e estabilidade social.
- Concentração de poder e risco à democracia: Os bispos alertam que uma possível eleição do candidato poderia levar a um autoritarismo preocupante, com controle absoluto nas instituições governamentais e afronta à ordem constitucional.
- Preocupação ambiental: É ressaltada a falta de reconhecimento da crise climática, com críticas às políticas que promovem devastação ambiental e desrespeito à Ecologia Integral, um valor central para a Igreja.
Ao longo da carta, reafirma-se a rejeição a neutralidade diante desses fatos, destacando que o silêncio ou omissão diante dessas questões poderá ser julgado negativamente pelas futuras gerações e pela própria consciência dos indivíduos. Os bispos convoca todos a uma participação ativa e consciente nas eleições.


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