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Bolívia vive crise com risco de golpe, alerta oficial americano
A Bolívia atravessa uma grave crise política, considerada uma tentativa de golpe, segundo Christopher Landau, subsecretário de Estado dos EUA, nesta terça-feira (19). A tensão ocorre em meio a grandes protestos que pedem a renúncia do presidente de centro-direita Rodrigo Paz.
Landau classificou a situação como um ‘golpe’ apoiado por uma aliança que mistura política e crime organizado na América Latina, em discurso durante o Conselho das Américas, realizado em Washington.
Ele destacou a contradição entre o processo democrático que elegeu Paz com amplo apoio popular há menos de um ano e a paralisação causada por protestos violentos nas ruas.
Em contato recente com o presidente, Landau afirmou que a divisão na região não deve ser vista pela ótica política tradicional, mas sim entre países que combatem o crime organizado e aqueles que o toleram.
Expressando preocupação, ele pediu atenção especial para a situação boliviana durante seu discurso a especialistas, empresários e investidores.
Desde que Rodrigo Paz assumiu, a Bolívia tornou-se um parceiro próximo do governo americano na América Latina. Em março, os EUA lançaram o Escudo das Américas, um pacto de segurança regional que inclui a Bolívia, visando conter ameaças consideradas prioritárias.
Esse movimento resgata também a Doutrina Monroe, que defende a não interferência de potências estrangeiras na região, exceto pelos Estados Unidos.
Em poucos meses no poder, Paz enfrenta fortes manifestações de vários setores — camponeses, trabalhadores, mineiros e professores — que exigem soluções para a pior crise econômica dos últimos 40 anos no país.
Protestos chegaram ao ponto de tentar invadir o Palácio do Governo, conforme relatos da AFP.
O governo atribui a instabilidade ao ex-presidente socialista Evo Morales, que é acusado por um suposto envolvimento em um caso de tráfico de uma menor e está foragido.

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