Mundo
Brasil exibe força contra Haiti e se prepara para desafios maiores na Copa
Até o momento, não há grandes dificuldades para o Brasil, embora não haja razões para comemorar excessivamente: a seleção de Carlo Ancelotti está praticamente garantida na fase de 16-avos de final da Copa do Mundo, graças a melhorias em todas as áreas no confronto contra o Haiti.
A vitória por 3 a 0 na última sexta-feira (20) sobre o Haiti, que foi a primeira seleção matematicamente eliminada do Mundial, coloca o Brasil na liderança do Grupo C.
Esse resultado positivo contra uma equipe considerada fraca, que não participava de uma Copa desde 1974, foi um alívio para Ancelotti, que sofreu críticas após o empate decepcionante contra o Marrocos (1 a 1) na estreia.
Mesmo com a melhora no desempenho e a vaga encaminhada, permanece a dúvida: como o Brasil irá atuar contra adversários mais fortes?
“Temos condições de competir com todas as equipes, inclusive o Haiti e a França. Possuímos qualidade para isso”, declarou Ancelotti após conquistar sua primeira vitória como técnico em uma Copa do Mundo.
Ataque bem ajustado
Ancelotti acertou ao colocar Matheus Cunha como centroavante em vez de Igor Thiago, que havia sido titular contra o Marrocos.
O atacante do Manchester United, que ainda não havia marcado em Mundiais, fez os dois primeiros gols do Brasil e também contribuiu como articulador, proporcionando mais dinamismo a um ataque que estava sem criatividade na primeira partida.
Vestindo a camisa 9, Cunha teve boa sintonia com Vinícius Júnior, até aqui o melhor jogador brasileiro nesta Copa. O craque do Real Madrid participou do primeiro gol, deu a assistência para o segundo e marcou o terceiro.
“Estou aqui para alcançar grandes conquistas com a seleção (…) espero continuar assim e sagrar-me campeão”, afirmou Vinícius.
Defesa sólida e jogo sem sofrer gols
O bom desempenho ofensivo permite que Ancelotti fique mais tranquilo antes da última partida do Brasil no Grupo C, contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24).
O jogo será em Miami, onde o ataque brasileiro terá o retorno do recuperado Neymar. A partida vale a liderança do grupo e a classificação para ambos os times.
Outro ponto positivo da vitória sobre o Haiti foi o fim de uma sequência de seis jogos consecutivos sofrendo gols.
Embora o Haiti não tenha um ataque poderoso, obrigou o goleiro Alisson a fazer três defesas no segundo tempo, período em que o Brasil diminuiu o ritmo em relação ao primeiro tempo.
Além do goleiro do Liverpool, a defesa se mostrou mais confiável, com Danilo na lateral direita, os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, e Douglas Santos na esquerda.
Danilo atuou mais recuado, permitindo que Douglas Santos avançasse e que Vinícius Júnior jogasse mais centralizado.
“Era isso que esperávamos deste jogo: melhor qualidade, menos erros, maior eficiência no ataque e mais controle na defesa. Acho que a intensidade foi boa. Obviamente, ainda precisamos melhorar, e continuaremos evoluindo para chegar bem à fase de mata-mata”, avaliou Ancelotti.
Preocupação com a condição física de Raphinha
O único ponto preocupante para a seleção após a vitória pode ser o estado físico de Raphinha, titular absoluto na ponta direita até então.
O atacante do Barcelona, que enfrentou problemas musculares durante a temporada, saiu do jogo aos 40 minutos com dores na coxa direita e será avaliado neste sábado pelo departamento médico.
“Ele está um pouco abatido, mas esperamos que não seja nada sério. Contamos com ele”, disse o meio-campista Lucas Paquetá.
A possível ausência de Raphinha pode abrir espaço para Ancelotti dar mais oportunidades a dois jovens favoritos da torcida: Rayan e Endrick, que estrearam em Copas contra o Haiti.
Rayan entrou no lugar de Raphinha, enquanto Endrick substituiu Matheus Cunha no segundo tempo e foi muito aplaudido nas arquibancadas do Lincoln Financial Field.
“O treinador sabe o que faço quando entro. Dou minha vida pelo time”, afirmou Endrick, que chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login