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Candidata a líder da ONU critica postura conservadora em gestão de crises
Rebeca Grynspan, da Costa Rica, que concorre ao cargo de secretária-geral da ONU, expressou preocupação em uma audiência nesta quarta-feira (22) sobre a postura da organização, que ela considera excessivamente cautelosa na abordagem de conflitos globais.
Ela afirmou que a paz mundial está em risco devido à perda de confiança na ONU e destacou a urgência de restaurar essa confiança para evitar que situações de conflito se agravem.
Grynspan prometeu agir como uma pacificadora ativa caso seja eleita, buscando mediar antes que os conflitos se intensifiquem e mantendo comunicação direta com as partes envolvidas nas áreas de guerra.
Ela explicou que planeja propor múltiplas soluções para cada situação conflituosa, mesmo que algumas não obtenham sucesso, assumindo os desafios de continuar tentando até alcançar resultados.
A candidata criticou a organização por se tornar conservadora em relação aos riscos, uma avaliação que contrasta com o atual secretário-geral, António Guterres, de Portugal, cujas ações são vistas por alguns como insuficientes para influenciar decisivamente questões como a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio.
Grynspan destacou que o fracasso da ONU só ocorre quando não há tentativa de ação e lembrou sua experiência prévia negociando importantes iniciativas, como a que facilitou a exportação de cereais ucranianos após a invasão russa.
Ela participou de um extenso processo de avaliação dos Estados-membros e da sociedade civil, sendo a terceira candidata a responder um questionário detalhado, seguida por candidatos de outros países que também disputam o cargo.

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