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China e Rússia criticam plano americano de defesa antimísseis
Os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, emitiram nesta quarta-feira (20) uma declaração conjunta na qual reprovam o projeto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implantar o sistema antimísseis denominado Domo de Ouro.
“Essas iniciativas contrariam o princípio fundamental da manutenção da estabilidade estratégica, que exige equilíbrio entre armas ofensivas e defensivas”, afirmaram os líderes no comunicado divulgado pela agência Reuters.
A declaração foi oficializada durante a visita de Putin ao Grande Salão do Povo, em Pequim. O documento, contendo quase 10 mil palavras, também discute temas variados como segurança nuclear, Taiwan e até mesmo pandas gigantes.
Além disso, a Reuters destaca que China e Rússia criticam a postura dos EUA, classificando-a como “política irresponsável”, principalmente em relação à expiração do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (NewStart) sem um acordo substituto, ocorrido no início deste ano.
Os dois países alertaram ainda sobre o planejamento de outras potências nucleares para posicionar mísseis terrestres de alcance médio e curto em diferentes locais, o que representaria riscos para diversas nações.
O Projeto Domo de Ouro dos EUA, anunciado no início do segundo mandato de Trump, visa criar um sistema de defesa antimísseis em múltiplas camadas capaz de neutralizar diversas ameaças, incluindo a instalação de interceptores no espaço.
Se implementado, seria a primeira vez que os EUA colocariam armas no espaço com o objetivo de destruir mísseis terrestres em poucos segundos após o lançamento.
O custo estimado para o projeto é de US$ 1,2 trilhão ao longo de 20 anos, segundo análise do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), valor muito superior à estimativa inicial de US$ 175 bilhões apresentada por Trump.
As projeções do CBO ressaltam a falta de informações detalhadas do Departamento de Defesa sobre o número e tipo de sistemas que serão efetivamente implantados, dificultando a avaliação do custo total do programa.
Quando anunciou a iniciativa, em janeiro do ano anterior, Trump manifestou expectativa de que o sistema estivesse “completamente operacional” antes do fim de seu mandato, marcado para janeiro de 2029.

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