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China intensifica controle sobre bens e relações dos membros do Partido Comunista
O Partido Comunista da China está aumentando a supervisão sobre seus líderes, ampliando a verificação de seus bens, conexões pessoais e presença na internet para evitar casos de corrupção e deslealdade, conforme revela um documento divulgado neste domingo (1º).
O documento também promove a melhoria da “democracia” dentro do partido, estabelecendo limites claros para as responsabilidades dos líderes e garantindo espaço para opiniões diferentes durante os processos decisórios.
Estas medidas constam de uma resolução do Comitê Central do partido, publicada alguns dias após a conclusão da importante sessão anual realizada em Pequim, que abordou governança e a luta contra a corrupção, culminando na expulsão de 33 membros.
Desde que Xi Jinping assumiu o poder em 2012, tem conduzido uma forte campanha anticorrupção para combater um problema que há muito tempo afeta a política e economia chinesas. Nesses anos, quase oito milhões de pessoas foram sancionadas por corrupção, segundo um alto representante da comissão disciplinar do partido.
Analistas apontam que esta campanha também serve para eliminar opositores e rivais políticos de Xi Jinping, preparando seu caminho para uma possível reeleição em 2027.
O documento divulgado orienta um monitoramento mais rigoroso dos dirigentes, incluindo avaliações detalhadas quando os bens e despesas familiares excederem claramente suas rendas habituais. Também exige um conhecimento aprofundado sobre suas redes sociais e reforça a supervisão dos negócios dos cônjuges, filhos e parceiros.
Além disso, o partido promete combater esquemas de corrupção envolvendo criptomoedas e fluxos financeiros internacionais, além de fortalecer o controle das atividades online de seus membros.
Sobre a melhoria da “democracia interna”, o partido recomenda que os líderes ouçam com atenção opiniões divergentes, evitem o paternalismo e não substituam decisões coletivas por opiniões individuais.
Embora Xi Jinping seja visto como um dos líderes chineses que mais concentrou poder nas últimas décadas, nada no documento sugere que essas novas medidas estejam diretamente relacionadas ao seu estilo de liderança.

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