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Ataque aéreo na Venezuela contra o ELN deixa vários mortos
Várias pessoas perderam a vida após um suposto ataque aéreo realizado pelas forças militares da Venezuela contra integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN), um grupo guerrilheiro, em uma região de fronteira, segundo informações divulgadas neste sábado (31) pela ONG Fundaredes e uma ativista de direitos humanos.
A Fundaredes compartilhou com a AFP um vídeo que apresenta diversos corpos espalhados pelo solo, árvores derrubadas e restos que parecem ser de um acampamento localizado numa área rural e florestal do estado venezuelano de Apure.
De acordo com a organização, as imagens foram capturadas na última sexta-feira. “Um coordenador da Fundaredes localizou os primeiros nove” corpos, declarou o diretor da ONG, Javier Tarazona.
A AFP tentou contato com autoridades venezuelanas, mas não obteve imediata resposta.
Tarazona afirmou que este foi “o primeiro ataque aéreo perpetrado pela Venezuela contra o ELN”, que atualmente é o grupo guerrilheiro mais ativo no continente, especialmente após o desarmamento da maior parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2016.
Além do ELN, outras organizações armadas, como dissidências das extintas Farc, atuam pelos 2.219 quilômetros da fronteira entre Colômbia e Venezuela, disputando entre si o controle sobre atividades ilegais vinculadas ao narcotráfico e mineração.
A Fundaredes e a defensora dos direitos humanos e especialista em assuntos militares Rocío San Miguel alertam que há possibilidade de outras dez mortes do ELN no setor de Buena Vista del Meta, em Apure, região vizinha do departamento colombiano de Vichada.
“Os moradores locais reportaram o ataque e as mortes” e indicaram que as vítimas seriam membros do ELN, disse San Miguel. “Há grande temor na região” devido às intensas pressões exercidas pelo grupo guerrilheiro do ELN, acrescentou a especialista.
San Miguel prevê que caso o conflito se agrave, poderá haver deslocamento forçado dos moradores dessa comunidade isolada.
Com o apoio dos Estados Unidos, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, coordena uma operação militar para combater grupos armados financiados pelo tráfico de drogas no país.

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