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China intensifica resgate após terremoto no Tibete
O presidente Xi Jinping decretou nesta sexta-feira (23) a mobilização máxima das equipes de resgate depois do terremoto que causou pelo menos 16 mortes e deixou 65 feridos em uma área isolada do Tibete, informou a imprensa oficial.
Mais de 300 casas desabaram devido ao sismo de magnitude 7, ocorrido na quinta-feira à noite, por volta das 22h33 no horário local (11h33 em Brasília), em uma região montanhosa. Dos feridos, 11 estão em estado grave, conforme relatado pela emissora estatal CCTV.
Uma residente local relatou: “Estávamos indo dormir quando a casa começou a tremer e os objetos caíram. Saímos correndo sem vestir as roupas. Minhas pernas tremiam e quando cheguei ao chão, o medo me fez chorar”.
Muitos moradores passaram a noite em veículos por temor de permanecer em suas residências.
Câmeras de segurança mostraram cenas de pânico com pessoas correndo para fora de restaurantes e itens caindo de prateleiras em supermercados no momento do tremor.
Durante a noite, equipes de resgate usaram lanternas para buscar sobreviventes entre os escombros.
Cento e poucos bombeiros, equipes de salvamento e policiais estão atuando ou se dirigindo às áreas afetadas, levando cães farejadores e equipamentos especiais para detecção. O Exército enviou mais de 300 soldados ao local, e também foram utilizados recursos aéreos, como drones, para reconhecimento.
O presidente Xi Jinping solicitou empenho total para localizar as vítimas, ressaltando a importância de atender os feridos e minimizar as perdas humanas. Destacou ainda as dificuldades causadas pela altitude elevada da região, pelo frio intenso e pelo risco de novos tremores que possam gerar desastres adicionais.
As temperaturas oscilam entre 5°C durante o dia e até -6°C à noite, conforme relatado pela CCTV.
O epicentro foi identificado em uma área montanhosa a aproximadamente 190 km de Nagchu e 390 km a nordeste de Lhasa, capital do Tibete, segundo o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Infraestruturas de energia, comunicação e algumas estradas sofreram danos causados pelo tremor, apontou a mídia estatal.
Na China, terremotos são relativamente comuns. Em janeiro de 2025, outro abalo sísmico no distrito rural de Tingri, também na região do Tibete, provocou a morte de 126 pessoas.


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