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Ciro Nogueira nega acusações e afirma que continuará no cargo

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Um dia após ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal ligados à investigação sobre o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) se manifestou publicamente nesta sexta-feira, declarando que há uma tentativa de manchar sua reputação pessoal.

Em comunicado nas redes sociais, o presidente nacional do PP relacionou o ocorrido a perseguições políticas em eleições passadas e indicou que não pretende renunciar ao mandato.

Sem mencionar diretamente a investigação, Ciro afirmou que “todos os anos políticos enfrentam desafios semelhantes” e disse que tentam impedir, por todos os meios, quem lidera as pesquisas eleitorais.

— Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. No entanto, o povo do Piauí percebeu a perseguição política e isso teve efeito contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição — escreveu.

O senador lembrou também das ocasiões anteriores em que foi investigado, ressaltando que as acusações contra ele foram rejeitadas pelo devido processo legal.

— Na primeira tentativa de me desestabilizar, o processo legal analisou as alegações e mentiras contra mim, provando minha inocência. Mas fica a questão: quem restaura a honra de alguém após um ataque tão injusto e infundado? — questionou.

Agradecendo o apoio que recebeu após a operação, Ciro disse que os eventos lhe trazem ainda mais força para continuar lutando e finalizou o comunicado afirmando sentir-se indignado.

Esta declaração vem menos de dois meses depois do senador comentar, em entrevista no Piauí, que renunciaria ao mandato caso surgisse alguma denúncia comprovada contra ele relacionada ao caso Master. Na ocasião, afirmou que não teria condições de enfrentar o povo sem autoridade moral.

Agora, entretanto, aliados asseguram que o senador não cogita deixar o cargo. Na mensagem divulgada, Ciro afirmou que nada o fará abandonar “o povo que confia” nele e que ele está motivado a obter mais recursos para a população do Piauí.

Segundo informações, ele passou a quinta-feira recolhido em casa, seguindo orientação de seus advogados para evitar aparições públicas. Durante o dia, recebeu ligações de quase toda a bancada do PP na Câmara e no Senado, além de visitas de aliados próximos, incluindo o líder da legenda na Câmara, Doutor Luizinho.

Apesar do apoio interno, figuras do Centrão têm adotado uma postura cautelosa diante da investigação, evitando ligações públicas diretas com o senador, em razão do receio de novos desdobramentos envolvendo o caso Master.

Ciro foi alvo da Polícia Federal na quinta-feira, em uma etapa da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A PF indica Ciro como possível beneficiário central das vantagens ilícitas pagas por pessoas associadas ao banco.

A defesa do senador nega qualquer irregularidade.

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