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Colômbia envia militares para cidade na fronteira com Venezuela devido à violência
Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia, determinou nesta quinta-feira a implantação temporária de forças militares na principal cidade fronteiriça com a Venezuela em resposta ao aumento de violência e homicídios praticados por grupos ilegais.
Cúcuta, local onde atuam guerrilhas e outras organizações criminosas, foi palco recentemente do assassinato de um candidato a prefeito e de um ataque com explosivos que feriu quatro policiais.
“Autorizo a ocupação militar imediata de Cúcuta. Será provisória até que a ordem pública seja restabelecida”, afirmou o presidente sobre a capital do departamento de Norte de Santander. Ele ressaltou que tanto a polícia quanto o exército foram mobilizados para a operação.
Esta é a segunda cidade sob controle militar durante o mandato de De la Espriella, iniciado em agosto. A primeira foi Santa Marta, um destino turístico e portuário, que enfrentou uma série de ataques a comércios e veículos realizados por um grupo ligado ao narcotráfico no mês anterior.
A área limítrofe com a Venezuela é dominada por grupos guerrilheiros como o Exército de Libertação Nacional e dissidentes da antiga guerrilha das Farc, que rivalizam pelo lucro oriundo do tráfico de drogas e mineração ilegal.
Em meio à pior crise de insegurança da última década na Colômbia, o presidente conservador promove uma campanha contra acampamentos guerrilheiros que já resultou em dezenas de mortos, incluindo oito menores de idade.

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