Economia
Consumo doméstico cresce 3,2% em março comparado a março de 2025, diz Abras
O consumo nas residências brasileiras aumentou 3,2% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em comparação com fevereiro, o índice subiu 6,21%, e o primeiro trimestre registrou alta acumulada de 1,92%.
Esse crescimento foi impulsionado pela antecipação das compras para a Páscoa, comemorada no início de abril, além do efeito do calendário, já que fevereiro tem menos dias. Parte significativa das compras foi concentrada na última semana de março.
O avanço aconteceu num cenário de maior disponibilidade de renda, beneficiado pela liberação de benefícios como o Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS.
Marcio Milan, vice-presidente da Abras, destacou em entrevista que, mesmo com um cenário favorável à renda das famílias, o setor continua focado na competitividade dos preços, eficiência operacional e planejamento, devido a possíveis pressões internacionais relacionadas a logística e custos.
Indicador Abrasmercado
O Abrasmercado, que mede a variação de preços de uma cesta com 35 produtos de consumo frequente, registrou alta de 2,20% em março, a maior do primeiro trimestre. Nos meses anteriores, as variações foram +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro. O preço médio da cesta aumentou de R$ 802,88 para R$ 820,54.
Perspectivas e contexto
Nos próximos meses, o risco de alta em alguns alimentos permanece, especialmente em produtos sensíveis a fatores como transporte, clima e oferta. Marcio Milan comentou que o aumento do preço do petróleo e o custo maior do transporte elevam o custo de reposição em cadeias longas, o que pode resultar em repasse de preços para os alimentos.
Na cesta com 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 2,26% em março, passando de R$ 336,80 para R$ 344,40.
A Abras prevê suporte adicional para o consumo no segundo trimestre, considerando medidas como a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS e o pagamento de restituições do Imposto de Renda, que devem aumentar a renda disponível das famílias.

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