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Damares deixa equipe de Flávio Bolsonaro após ataques
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) optou por se afastar da equipe que apoia o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na elaboração de um plano de governo.
Ela mesma confirmou a decisão em entrevista ao Metrópoles, poucos dias depois de relatar agressões misóginas por parte de bolsonaristas, que surgiram em meio ao conflito familiar envolvendo a aliada Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado.
A ex-ministra do governo de Jair Bolsonaro (PL) participava das discussões relacionadas aos direitos humanos no plano de governo. Na entrevista, deixou em aberto a possibilidade de colaborar futuramente caso Flávio seja eleito em outubro.
— Eu já fiz minha parte inicialmente. Depois podemos ajudar novamente durante a transição governamental — afirmou.
Damares ressaltou ter sido alvo de ataques diretos do que chamou de “grupo da direita” e confirmou que Flávio não retomou contato desde a intensificação do conflito.
— Ele está se esquivando — comentou.
No começo de julho, Damares revelou que foi vítima de uma série de ataques nas redes sociais. As declarações ocorreram durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida pela parlamentar, um dia após Michelle anunciar sua saída da presidência do PL Mulher, em meio à crise com Flávio. Em vídeo, a esposa de Jair Bolsonaro afirmou que o senador a desrespeitou e maltratou.
De acordo com Damares, os ataques ultrapassaram as críticas políticas, atingindo sua vida pessoal e familiar.
— Esta semana, tenho sofrido ataques extremamente graves (…) Foram ameaças de morte contra minha filha. Eles até criaram imagens simulando agressões contra ela, que é indígena. Sou mãe de uma menina indígena. Eles mostram imagens como se estivessem empalando e decapitando minha filha. Essa é uma violência política que é inimaginável — denunciou.
Após esses fatos, Damares informou ao GLOBO que o grupo feminino do Senado está avaliando a possibilidade de adotar medidas institucionais diante dos recentes casos de violência política contra mulheres, mesmo que as vítimas não façam uma denúncia formal.

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