Economia
Dívidas prejudicam saúde mental de quase 9 em cada 10 brasileiros
A saúde mental de 89% dos 1.140 brasileiros entrevistados pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, entre 19 e 26 de agosto, sofre impactos devido a problemas financeiros. A maior preocupação para 80% dos participantes é a falta de dinheiro e a dificuldade em quitar contas. A margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos percentuais.
O sono é uma das áreas mais afetadas, pois 71% relatam que problemas financeiros prejudicaram sua qualidade de sono, aumento significativo em relação aos 54% observados em pesquisa anterior, de 2025. Esse impacto também afeta o humor de 53%, a autoestima de 50% e o equilíbrio emocional de 47% dos entrevistados.
Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, destaca que a pressão financeira ultrapassa o momento de pagar contas e pode influenciar diversas áreas da vida, afetando sono, humor, autoestima, relacionamentos e até a vida profissional.
Prioridades para a saúde mental
A saúde mental está ganhando prioridade entre os brasileiros: 83% desejam investir mais nesse cuidado. Atualmente, 67% já o fazem, com 36% desses dedicando cerca de 10% da renda mensal a esse investimento. No entanto, esse cuidado nem sempre cabe no orçamento, trazendo desafios financeiros para quem busca o bem-estar.
De acordo com o levantamento, 66% já enfrentaram dificuldades financeiras devido a despesas com saúde mental, e 62% deixaram de buscar ajuda psicológica por questões financeiras, aumento em relação aos 49% registrados em 2025.
Para aqueles com dificuldades financeiras, os custos com medicamentos, terapias e psiquiatria podem pesar bastante, mas muitos continuam buscando formas de priorizar esses cuidados, mesmo que isso exija ajustes financeiros.
Consequências financeiras da saúde mental
Entre os problemas enfrentados por quem lida com questões de saúde mental, 70% acumularam dívidas, um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Além disso, 64% desorganizaram suas finanças, 41% usaram suas reservas de emergência e 37% passaram a depender de crédito para despesas diárias.
A educação financeira surge como uma aliada importante: 76% acreditam que ela pode contribuir para melhorar a saúde mental, enquanto 53% afirmam que aprender a organizar melhor as finanças ajudaria nessa relação. Para 63%, o apoio psicológico facilitaria decisões financeiras mais acertadas, e 57% acreditam que menos estresse levaria a escolhas financeiras mais ponderadas.
Aline Vieira conclui que cuidar da saúde mental junto com o controle financeiro é um desafio que muitos enfrentam, e a educação financeira é fundamental para equilibrar as finanças e priorizar o bem-estar.
Informações fornecidas pela assessoria.

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