Economia
Dólar sobe após Fed e Copom ajustam juros
O dólar aumentou em relação ao real na manhã desta quinta-feira, 18, seguido pela valorização global da moeda americana depois que o Federal Reserve (Fed) decidiu manter as taxas de juros entre 3,50% e 3,75%. Além disso, o Fed adotou uma postura mais rígida contra a inflação, aumentando as expectativas de alta nos juros em outubro nos Estados Unidos.
Esse cenário favorece a alta dos juros médios e longos no Brasil. No entanto, na ponta curta, houve uma tendência de queda após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic de 14,50% para 14,25%, deixando em aberto a possibilidade de novos cortes, o que está ajudando a moldar a inclinação da curva de juros. Apesar desse movimento, o Banco Central enfatizou que as expectativas de inflação continuam mal ancoradas e os riscos permanecem elevados.
Na pauta do dia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a política brasileira. Ele defendeu eleições livres e rejeitou qualquer negociação envolvendo o Pix. No campo fiscal, destacou o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento eleitoral, apontando para um controle fiscal rígido, e negou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), esteja promovendo “pautas-bomba”.
O Banco da Inglaterra (BoE) manteve a taxa de juros em 3,75% pela quarta reunião consecutiva, conforme esperado pelo mercado, enquanto acompanha os desdobramentos do conflito no Oriente Médio após o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.
Sobre a situação no Oriente Médio, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington pode reintroduzir o bloqueio naval contra o Irã caso Teerã viole os compromissos firmados no recente memorando de entendimento entre os dois países.
O porta-voz iraniano, Esmaeil Baghaei, declarou que Irã e Omã avançaram em um acordo para a gestão conjunta do Estreito de Ormuz, incluindo compensação financeira ao Irã. Teerã reforçou que não negociará seu programa de defesa nem exportará urânio enriquecido, alertando que responderá a qualquer atraso dos EUA no cumprimento do acordo e defendendo o fim das sanções ao petróleo iraniano.
A Opep revisou para cima sua previsão de demanda global por petróleo, prevendo um consumo de 124,1 milhões de barris por dia em 2050, reforçando a perspectiva de que a demanda não atingirá um pico nas próximas décadas. O cartel destacou o Brasil como um dos principais responsáveis pelo crescimento da oferta global até 2030, fora dos países da Opep+.


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