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EUA aumentam sanções contra Cuba
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira um aumento nas sanções contra Cuba, incluindo novas restrições financeiras que afetam até mesmo o setor privado da ilha comunista.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Departamento do Tesouro dos EUA, implementou medidas que proíbem transações financeiras indiretas com entidades cubanas sancionadas, principalmente aquelas ligadas ao setor de segurança e ao Gaeza, um conglomerado econômico do Exército cubano.
Além disso, o Ofac revogou a permissão para transações conhecidas como ‘U-Turn’, que desde 2024 permitiam a bancos americanos processar pagamentos em dólares relacionados a Cuba, desde que as operações ocorressem fora dos EUA e não envolvessem cidadãos americanos.
Também foi eliminada a autorização que permitia bancos americanos abrir e manter contas para empreendedores autônomos do setor privado cubano.
Obstáculos ao desenvolvimento econômico
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou em sua conta no X que estas medidas têm como objetivo impedir as mudanças econômicas em andamento na ilha.
Segundo Rodríguez, essas sanções impactam tanto o setor público quanto o privado, embora alguns representantes americanos defendam apoio ao desenvolvimento do setor privado cubano.
Oniel Díaz, dono de uma consultoria que auxilia empreendedores privados em Cuba, comentou no Facebook que as novas sanções criam obstáculos adicionais ao bloquear qualquer forma de conexão bancária com os Estados Unidos.
Díaz também demonstrou preocupação de que bancos de fora dos EUA possam aumentar as dificuldades nos pagamentos internacionais para o setor privado, afetando principalmente importações essenciais como alimentos e combustíveis.
Esse endurecimento das sanções ocorre em meio a um aumento significativo das importações privadas cubanas vindas dos Estados Unidos. Dados do Censo americano indicam que em julho Cuba importou 149 milhões de dólares em mercadorias, valor mensal recorde desde 1992.
Restrições a viagens e tensões políticas
As novas regras também impõem limitações a algumas categorias de viagem autorizadas para cidadãos americanos durante o governo de Barack Obama, exigindo agora autorizações para intercâmbios culturais, conferências e reuniões de negócios.
Desde a volta de Donald Trump à presidência, as relações entre Estados Unidos e Cuba se tornaram mais tensas. O presidente americano tem qualificado Cuba como uma ameaça significativa à segurança do país e chegou a ameaçar tomar o controle da ilha.
Washington manifesta abertamente o desejo de mudança no regime de Havana e mantém, desde janeiro, um embargo petroleiro que agrava a crise econômica e energética que a ilha enfrenta.

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