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EUA buscam isolar mais o Irã em encontro do G20

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Os ministros das Finanças dos países do G20 estão reunidos até terça-feira (1º) nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump tenta persuadir os participantes a apoiarem sua estratégia econômica contra o Irã, após meses de tensões comerciais decorrentes de suas medidas tarifárias.

A primeira reunião do grupo em solo americano ocorre em Asheville, Carolina do Norte. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, lidera as discussões junto com o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh.

Como país que preside o G20 neste ano, os EUA pretendem focar em alternativas para estimular o crescimento econômico, desregulamentação e na redução dos desequilíbrios comerciais internacionais.

A questão do conflito no Oriente Médio, iniciado pelos EUA há cerca de seis meses, que gerou uma crise energética global e aumento nos preços, também consta na agenda.

Scott Bessent foi encarregado por Trump para coordenar uma resposta econômica contra Teerã, já que a derrota militar não foi alcançada. O secretário do Tesouro anunciou recentemente os países que continuarão mantendo relações comerciais com o Irã, alertando para possíveis sanções financeiras ocidentais. Ele pretende ressaltar esse posicionamento em reuniões bilaterais durante o encontro em Asheville.

Conflitos comerciais e tensões

Outra fonte de tensão é a política tarifária de Trump. Apesar da Suprema Corte ter anulado grande parte das tarifas impostas, o governo americano continua pressionando para a implementação de novas taxas e revive conflitos comerciais, especialmente com o Canadá.

Segundo Josh Lipsky, pesquisador do Atlantic Council, “a atual guerra comercial com o Canadá provoca falta de unidade no G7, dificultando negociações delicadas no G20”.

Ele acredita que muitos países ouvirão as demandas americanas com respeito, mas manterão cautela diante dos desafios econômicos presentes, como a inflação persistente e o recente aumento dos juros da dívida pública.

O G20 foi criado após a crise financeira asiática de 1997-1998, para fortalecer a economia global e a estabilidade financeira, reunindo 19 países mais União Europeia e União Africana.

Participações e imprensa

A África do Sul retomou a participação nas reuniões deste ano, embora o governo dos EUA a acuse, sem comprovações, de perseguição a agricultores brancos.

O Brasil, em meio às tensões entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, mantém uma relação conturbada que deixa seu ministro da Fazenda em situação delicada.

A Polônia, mesmo não sendo membro permanente, foi convidada, enquanto a Rússia será representada por um enviado do Ministério das Relações Exteriores. Paralelamente, o presidente russo, Vladimir Putin, está previsto para visitar Bishkek, no Quirguistão, para o aniversário da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), ao lado de líderes como o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente chinês, Xi Jinping.

Mídias como Bloomberg e The New York Times informaram não terem recebido credenciais para a reunião do G20. O Tesouro americano afirmou que cerca de 300 jornalistas foram credenciados, esperando uma cobertura objetiva, sem sensacionalismo.

O ciclo do G20 se encerra em dezembro com uma cúpula de chefes de Estado na Flórida, no complexo de golfe do Trump, em Miami.

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