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EUA podem invadir Cuba, diz embaixador

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O governo cubano considera como iminente a possibilidade de uma invasão da ilha pelos Estados Unidos, conforme declarou o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo, representante de Cuba no Brasil. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que a nação está pronta para qualquer ataque militar.

“O povo de Cuba está atualmente se preparando para uma invasão real dos Estados Unidos. O governo e os cidadãos cubanos não podem ignorar as intenções americanas em invadir o país. Isso é uma ameaça concreta”, declarou o diplomata.

O embaixador ressaltou que Cuba tem feito apelos à comunidade internacional e à imprensa para rejeitarem qualquer tentativa de invasão da ilha pelos Estados Unidos. “Uma agressão militar contra Cuba não pode ser aceita como normal.”

Victor Manuel Cairo Palomo salientou que a maioria dos cubanos defende firmemente a soberania nacional e lutará contra qualquer intervenção militar estrangeira. “Cuba possui uma longa história e tradição de resistência. O povo está preparado para essa luta, algo que os Estados Unidos não devem subestimar”, explicou.

Desde janeiro de 2025, com a reeleição de Donald Trump à presidência dos EUA, a pressão sobre Cuba tem aumentado, incluindo a imposição de severas sanções econômicas e bloqueios, especialmente no setor energético, causando dificuldades significativas ao país. Em declarações, Trump mencionou o interesse em tomar o controle de Cuba, embora também tenha mencionado a possibilidade de um acordo sem o uso das forças armadas.

As sanções econômicas têm impactado gravemente o turismo, o principal setor da ilha, com a redução de voos internacionais, saída de empresas estrangeiras e abandono de serviços financeiros como cartões Visa.

Em janeiro deste ano, a Casa Branca classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” aos Estados Unidos, alegando que o país abriga inimigos americanos e está envolvido em espionagem contra os EUA.

O secretário do Departamento de Estado Marco Rubio, descendente de cubanos, adotou um discurso mais agressivo, prometendo esforços para promover mudanças no governo cubano, um processo que ele próprio admitiu ser complexo.

Victor Manuel Cairo Palomo rebateu essas acusações, dizendo que são “absurdas” e que Cuba não representa ameaça para os Estados Unidos, por ser um país pequeno e economicamente bloqueado. Ele ainda alertou que uma ação militar americana contra Cuba seria equivalente a um genocídio, dada a disparidade entre uma potência nuclear e uma pequena ilha a apenas 90 milhas de distância.

Além disso, o embaixador destacou a geopolítica complicada, apontando que uma invasão poderia provocar reações dos cubanos residentes nos EUA contra o governo Trump, e que um conflito na região teria consequências imprevisíveis e amplas para toda a América Latina.

A pressão econômica dos Estados Unidos visa enfraquecer o governo comunista cubano, que tem se mantido firme contra a hegemonia americana na região por décadas. Apesar dos desafios internos, Cuba enfrenta obstáculos para seu desenvolvimento devido ao embargo econômico.

“Os cubanos reconhecem seus problemas, mas querem resolvê-los por sua própria vontade, não sob ameaça de invasão militar”, afirmou o embaixador.

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA impôs novas sanções contra empresas de tecnologia relacionadas a Cuba, e também ordenou a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro neste mês, intensificando a pressão política e econômica sobre o país caribenho.

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