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Evacuação do navio Hondius termina e embarcação segue para os Países Baixos

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O navio de cruzeiro Hondius, afetado por um surto de hantavírus, deixou nesta segunda-feira (11) a ilha de Tenerife após evacuar mais de 100 passageiros em uma operação complexa iniciada no domingo. A embarcação segue agora com tripulação reduzida e o corpo de uma vítima para os Países Baixos.

“Missão cumprida. Acabamos de terminar a operação com sucesso”, comemorou a ministra da Saúde espanhola, Mónica García, após a saída do navio do porto de Granadilla.

“Entre ontem e hoje evacuamos 125 passageiros e tripulantes de 23 países que já estão em seus países ou estão sendo transportados”, disse ela em uma aparição ao lado do diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Dos evacuados, três testaram positivo para hantavírus até o momento: uma francesa, um americano e um espanhol, cujo resultado provisório positivo foi divulgado no início da noite.

As últimas pessoas retiradas do Hondius desembarcaram na tarde desta segunda, após condições meteorológicas adversas terem obrigado o navio a atracar no porto da ilha espanhola. A chegada causou preocupação entre a população local, receosa com um possível contágio.

Com máscaras cobrindo parcialmente o rosto e roupas protegidas por plástico, os últimos evacuados foram levados em ônibus sanitizados até o aeroporto de Tenerife Sul, onde dois aviões decolaram às 18h45 GMT (15h45 em Brasília) com destino aos Países Baixos.

O Hondius saiu do porto de Granadilla com 27 pessoas a bordo – incluindo tripulação, um médico e uma enfermeira da OMS – e o corpo de uma vítima fatal do hantavírus. A travessia até Rotterdam deve levar cerca de seis dias, conforme informado pela empresa proprietária, Oceanwide Expeditions.

O capitão do navio, Jan Dobrogowski, publicou um vídeo na segunda-feira agradecendo à tripulação e aos passageiros, destacando a “união e a força” do grupo e elogiando a coragem e altruísmo da equipe.

Três passageiros – um casal holandês e uma mulher alemã – morreram devido ao hantavírus. Dois casos positivos e um considerado provável foram confirmados pela OMS, que também registra seis casos confirmados e dois prováveis até o momento.

As repatriações ocorreram de avião e foram organizadas por nacionalidade, com rigorosas medidas de segurança para minimizar o contato dos passageiros com outras pessoas.

Enquanto isso, doze funcionários de um hospital holandês estão em quarentena preventiva após erros de procedimento ao coletar amostras de um paciente que testou positivo para hantavírus.

A ministra espanhola reafirmou a segurança da operação, destacando o empenho do governo e reconhecendo o reconhecimento internacional pelo trabalho e capacidades da Espanha na condução da missão.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, deve se reunir novamente em Madri com o diretor da OMS para discutir a situação.

Voos partiram no domingo para vários países com cidadãos evacuados, incluindo França, Canadá, Irlanda, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus reforçou que o risco para os países que recebem os cidadãos é baixo e que o surto não é uma nova Covid-19.

Os passageiros foram classificados como contatos de alto risco e deverão cumprir quarentenas conforme os protocolos de cada país.

O hantavírus geralmente é transmitido por roedores infectados através de urina, fezes ou saliva. Contudo, a variante encontrada no Hondius, da cepa Andes, é rara e pode ser transmitida entre pessoas.

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