Economia
FDNE investe R$ 16 bilhões em projetos da Sudene
O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), gerido pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), aplicou cerca de R$ 16 bilhões em projetos dentro da sua área de atuação desde 2008. Essas informações foram apresentadas no Relatório de Atividades da Secretaria Executiva do Conselho Deliberativo da Autarquia durante a 38ª reunião do colegiado.
Atualmente, a carteira do FDNE conta com 86 empresas que receberam aprovação para financiamentos, localizadas em 10 estados da área da Sudene. Os projetos financiados abrangem setores estratégicos para o crescimento econômico da Região, destacando-se infraestrutura, indústria, energia e inovação.
Os investimentos somam R$ 43,7 bilhões, com o FDNE participando com R$ 17,8 bilhões. Entre os projetos apoiados estão a Ferrovia Transnordestina e a unidade da Jeep em Pernambuco, além de iniciativas em energias renováveis, principalmente solar e eólica.
O FDNE tem um papel fundamental no fortalecimento da matriz energética limpa do Nordeste, ampliando a capacidade de geração e enfatizando a liderança regional na transição para fontes renováveis. Dos 86 projetos, 68 já receberam os financiamentos completos, enquanto 18 ainda estão em andamento.
A atuação do Fundo concentra-se em projetos maiores nas áreas de infraestrutura, inovação e indústria 4.0, energia, saneamento, recursos hídricos, biodiversidade e bioeconomia. Esses investimentos promovem a modernização da infraestrutura regional, o fortalecimento industrial, a expansão das energias limpas e a geração de empregos e renda.
O FDNE pode financiar até 80% do custo total do projeto, dependendo do setor econômico e da localização. Os prazos para pagamento chegam a 20 anos para infraestrutura e 12 anos para outros setores, incluindo carência. O Fundo está alinhado com iniciativas como o PAC, a Nova Indústria Brasil e a transição energética.
No primeiro semestre, 14 consultas prévias solicitando recursos do Fundo foram submetidas à Sudene. Uma está em análise, quatro foram aprovadas, demandando R$ 676 milhões. Após aprovação, as empresas devem buscar instituições financeiras para análises técnicas e de risco. Com pareceres positivos, a Sudene pode liberar os financiamentos.
De janeiro a junho, o FDNE liberou R$ 300 milhões para a Transnordestina Logística S/A, viabilizando a conclusão do trecho da ferrovia entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE), que já opera parcialmente transportando cargas como milho, sorgo, gesso agrícola e calcário.


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