Economia
Fim das taxas na Shein: o que muda para você?
A chamada taxa da blusinha, que incide sobre produtos importados comprados em e-commerces como Shein, Shopee e Temu, deixará de ser cobrada a partir desta quarta-feira, conforme anúncio feito ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, isso não elimina totalmente os encargos sobre pedidos do exterior: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) seguirá em vigor.
O termo “taxa das blusinhas” refere-se ao programa Remessa Conforme, implementado para possibilitar a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, criado pelo governo atual em 2024.
Com o fim dessa taxa, o governo espera que produtos importados de baixo valor fiquem mais acessíveis, facilitando o consumo especialmente próximo das eleições. Mesmo assim, a redução dos preços para o consumidor pode ser moderada. A taxa das blusinhas foi zerada, mas o ICMS permanece, variando entre 17% e 20% na maior parte dos estados.
Para compras que ultrapassam US$ 50 (aproximadamente R$ 245), o imposto federal de 60% continua válido.
Essa mudança também pode favorecer os Correios, que vêm perdendo espaço na entrega de produtos importados. O aumento esperado no volume de importações pode contribuir para melhorar a receita da empresa, ainda que não seja suficiente para resolver seus problemas financeiros profundos.

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