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Fiscal recebeu R$ 186 mil mesmo foragido por fraude no ICMS

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Alberto Toshio Murakami, conhecido como “Americano”, ex-fiscal da Receita de São Paulo, está foragido da Justiça acusado de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado ao ressarcimento ilegal de ICMS a grandes redes de varejo e atacado. Desde agosto, mesmo estando foragido, ele recebeu salários líquidos que somam R$ 186 mil.

Segundo dados do Portal da Transparência do Governo de São Paulo, Murakami recebeu valores mensais que variaram entre R$ 18.830,88 e R$ 43.694,35 durante o período em que esteve foragido. A Secretaria da Fazenda explicou que os pagamentos de aposentadoria são realizados conforme a lei vigente, sem previsão para suspensão durante investigações.

O ex-fiscal, que vive nos Estados Unidos em uma residência avaliada em torno de R$ 7 milhões, declarou formalmente que não pretende retornar ao Brasil, alegando um projeto de vida estabelecido no exterior. Para as autoridades envolvidas na Operação Ícaro, essa decisão demonstra desrespeito ao Judiciário.

Murakami, oficialmente aposentado desde janeiro de 2025, é suspeito de ter recebido valores significativos em espécie de Aparecido Sidney Oliveira, proprietário do Grupo Ultrafarma. Atuava na Delegacia Regional Tributária da Capital III, no bairro do Butantã, onde analisava e favorecia pedidos da empresa para ressarcimento de ICMS-ST.

Ele tinha uma relação próxima com Artur Gomes da Silva Neto, considerado o líder do esquema que movimentou cerca de R$ 1 bilhão em propinas para aprovar rapidamente créditos de ICMS-ST. Artur está preso desde agosto de 2025, mas não avançou nas negociações para delação premiada por insuficiência de informações.

Alberto “Americano” Murakami afirmou ao Judiciário que sua esposa é CEO de uma empresa americana especializada na importação de mármore. A defesa ressaltou que ele tem residência fixa tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, onde vive com sua família, e é réu primário com bons antecedentes.

Em janeiro, a Justiça paulista ordenou a inclusão do nome de Murakami na lista vermelha da Interpol, a pedido do Ministério Público. A defesa argumenta que a mudança para os EUA foi uma decisão natural para viver com a família e seguir seus planos de vida após a aposentadoria.

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