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Flávio Bolsonaro considera governo de até oito anos

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Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência da República pelo PL-RJ, declarou recentemente em Santa Catarina que, se eleito, pretende que seu governo possa se estender por até oito anos.

Essa afirmação surpreende ao contrariar declarações anteriores do senador, nas quais ele sinalizava que cumpriria apenas um mandato. A mudança faz parte de uma estratégia para ampliar seu diálogo com o Centrão e a direita, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

“Meu sonho, e o que vou realizar, é concluir o governo, seja em quatro, cinco ou até oito anos, para que possamos nos orgulhar de reduzir a dependência das pessoas em relação a políticos para garantir alimento e dignidade às suas famílias”, disse Flávio Bolsonaro.

No dia seguinte, em Florianópolis, ao ser questionado sobre essa declaração, o senador afirmou que houve uma interpretação equivocada.

Ele ressaltou que não apoia a reeleição, mas considera que quatro anos é um período curto para realizar muitas das mudanças de que o Brasil necessita. O tema, segundo ele, será debatido no Congresso. “Sou contra a reeleição e vou trabalhar para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que a extingue seja aprovada. Acredito que isso acontecerá, mas quatro anos são pouco para realizar tudo que o país precisa”, afirmou.

A proposta apresentada por Flávio em fevereiro prevê que o presidente da República se torne inelegível para mandato consecutivo, restaurando o modelo vigente antes da emenda constitucional de 1997, que instituiu a reeleição.

Ele argumenta que o atual sistema mantém um "estado permanente de eleição", o que leva governantes a priorizarem decisões baseadas em interesses eleitorais, prejudicando o princípio da alternância no poder.

A fala ocorreu durante o lançamento da chapa de reeleição do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), com participação de ex-vereador e filhos do ex-presidente na disputa pelo Senado, além de outros representantes do PL-SC.

Crítica à suspensão da Lei da Dosimetria

No evento em Florianópolis, Flávio Bolsonaro também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria. Para ele, essa determinação afeta negativamente a democracia.

“Parece mais um acordo entre autoridades, abalando a democracia. O Congresso Nacional, com ampla maioria, aprovou a lei da anistia, mas o ministro do STF, de forma unilateral, revogou essa decisão dos legítimos representantes do povo. O Brasil parece estar se acostumando com isso, mas nós não vamos aceitar”, declarou Flávio.

Ele também acusou o ministro de conspirar com o relator original do texto no Congresso, deputado federal Paulinho da Força, afirmando que Alexandre de Moraes teria inclusive escrito o texto aprovado pelo Legislativo e que teria impedido o debate na Câmara e no Senado, que buscavam uma anistia ampla e irrestrita.

“Achei estranho, porque o próprio ministro redigiu o projeto aprovado. Ele bloqueou o debate necessário para a anistia ampla, e o relator na Câmara tem forte ligação com ele, parecendo agir sob suas orientações sobre o conteúdo da dosimetria”, completou.

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