Mundo
G20 sem acordo para conter excesso de produção
Os ministros do Comércio do G20 encerraram uma reunião de dois dias nesta quinta-feira (1º) sem alcançar um entendimento sobre como lidar com o problema da superprodução industrial, que frequentemente é atribuída à China por práticas comerciais consideradas desleais, segundo a Casa Branca.
Este ano, os Estados Unidos estão liderando diversas reuniões do G20, um grupo que reúne as maiores economias globais, incluindo China, Índia, Japão, Reino Unido, França e Rússia.
Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, comunicou que os ministros presentes em Milwaukee não conseguiram chegar a um consenso sobre a superprodução industrial, que é vista como um fator que pressiona os preços injustamente para baixo.
“Quase todas as nações reconheceram que esta é uma questão que precisa de ações”, declarou Greer em coletiva de imprensa, sem confirmar se o impasse foi causado por objeções da China.
“E quase todos concordaram que o sistema atual de regras ou respostas comerciais não é eficaz para solucionar este problema”, completou, sugerindo que isso justifica medidas unilaterais por parte dos Estados Unidos.
Washington está conduzindo investigações sobre a superprodução em 16 economias, incluindo China, Japão e Índia, além de grupos como a União Europeia. Greer alertou que os países que produzem em excesso podem estar construindo uma economia instável, comparando-a a um castelo de cartas.
Recentemente, os Estados Unidos impuseram tarifas a 60 parceiros comerciais devido a alegações de uso de trabalho forçado, outro ponto que o G20 também não conseguiu resolver.
A reunião dos chefes de Estado e do governo do G20 está marcada para dezembro na Flórida.


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