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G7 apoia plano de Trump para reabrir Ormuz e buscar paz com Irã

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Os líderes do G7 expressaram nesta quarta-feira (17) apoio ao acordo preliminar negociado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o Irã, visando reabrir o Estreito de Ormuz e fortalecer um cessar-fogo no Oriente Médio. Em comunicado conjunto, consideraram o acordo uma “oportunidade histórica” para evitar que Teerã desenvolva armas nucleares e se mostraram dispostos a colaborar na implementação do pacto.

De acordo com informações vazadas, o Irã se comprometeria a reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz após a assinatura do acordo e retomaria a exportação de petróleo sem restrições. Em contrapartida, os EUA buscariam suspender sanções americanas e da ONU caso um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano seja alcançado. O texto será formalmente assinado na Suíça na sexta-feira, 19.

Trump destacou que os detalhes permanecem confidenciais. “Ninguém sabe o que é, mas é muito forte”, afirmou ele durante encontro com o líder egípcio Abdel-Fattah el-Sissi.

O apoio do G7 surge em meio a resistências dentro do partido de Trump, onde há dúvidas sobre a eficácia do acordo para conter as ambições nucleares iranianas. Simultaneamente, aumenta a pressão internacional para que o entendimento assegure a retomada segura da navegação em Ormuz, que antes do conflito iniciado em fevereiro, concentrava cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás.

Os líderes do grupo defenderam uma missão marítima liderada por França e Reino Unido para proteger embarcações comerciais e garantir a remoção de minas na região.

O acordo também prevê o fim imediato dos combates entre Israel e o Hezbollah no Líbano, um dos temas mais delicados das negociações. O G7 manifestou apoio aos esforços do Líbano para desarmar o grupo e preservar a soberania do país.

Em declarações separadas, os líderes reforçaram o apoio à Ucrânia, prometeram ampliar as sanções contra a Rússia e intensificar a luta contra o tráfico internacional de drogas, o contrabando de migrantes e o tráfico de pessoas.

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